Quadrilhas conseguem informações do alvo, geralmente idosos, que caem facilmente; Coordenador do Procon explica o problema
O número de golpes de empréstimo consignado em nome de terceiros tem crescido exponencialmente. De acordo com dados do Procon, as reclamações dispararam: 2.500 em 2019, 6.500 em 2020, 8.355 em 2022 e quase 2.700 apenas no primeiro semestre de 2023. A Justiça de São Paulo também registra aumento significativo de processos, passando de 2.200 decisões em segunda instância em 2019 para quase 6.000 em 2021 e o mesmo número até junho de 2023.
Como os Golpes Acontecem
Francisco Mangoneto, coordenador do Procon de Ribeirão Preto, explica que os idosos são os principais alvos, devido à facilidade em serem enganados. As quadrilhas obtêm informações pessoais por meio de WhatsApp, links ou Facebook. Correspondentes bancários, representantes autorizados de instituições financeiras, muitas vezes entram em contato com os idosos, solicitando fotos de documentos. Com essas informações, eles solicitam empréstimos consignados em nome das vítimas, ficando com o dinheiro e deixando as parcelas para as vítimas pagarem.
Como se Proteger e o que Fazer em Caso de Golpe
Mangoneto alerta sobre a importância de cautela ao clicar em links e aceitar mensagens. Ao identificar um empréstimo consignado não solicitado, a vítima deve entrar em contato imediatamente com o INSS ou a instituição financeira. A falta de assinatura no contrato configura ilegalidade. Caso o dinheiro tenha caído em outra conta, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência. O Procon recomenda que, após o boletim de ocorrência, a vítima procure o SAC da instituição financeira para reclamar. Se a situação não for resolvida, o Procon pode abrir um processo administrativo, responsabilizando tanto o banco quanto o correspondente bancário pela devolução do dinheiro. A instituição financeira também tem responsabilidade na criação de sistemas de segurança mais eficazes para evitar esses golpes.
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Em resumo, a prevenção é crucial. Desconfie de solicitações de dados pessoais online e procure ajuda de familiares ou amigos em caso de dúvidas sobre a veracidade de boletos ou mensagens. A ação conjunta entre vítimas, Procon e instituições financeiras é fundamental para combater esse tipo de fraude e proteger os cidadãos, principalmente os idosos.



