Diretor do Procon, Paulo Garde falou à CBN Ribeirão
O Procon de Ribeirão Preto registrou um aumento significativo de 25% a 30% no número de reclamações e ações em 2023, mantendo a tendência dos anos anteriores. Paulo Garde, diretor do órgão, detalha os principais setores e irregularidades que motivaram as queixas dos consumidores.
Ranking das Empresas Mais Reclamadas
Os setores de telefonia e bancos lideram o ranking de reclamações no Procon de Ribeirão Preto. Especificamente, o Grupo Vivo Telefônica figura em primeiro lugar, seguido pelo Grupo Claro. Instituições financeiras como Itaú, Unibanco e Bradesco também estão entre as mais citadas. Além desses, o Grupo Net, TIM Celular, Grupo Pão de Açúcar, Sky, Grupo Oi e Grupo Santander completam a lista, evidenciando a concentração de problemas em serviços de telecomunicações e financeiros, com uma presença notável do setor supermercadista.
Irregularidades Mais Comuns
As principais irregularidades apontadas pelos consumidores envolvem, frequentemente, o telemarketing das empresas. Segundo Garde, muitas vezes, o atendimento não é eficiente ou não resolve as questões apresentadas. Além disso, há casos de faturamento indevido, com cobranças por serviços não prestados. Muitas vezes, as empresas só resolvem o problema na audiência do Procon, o que demonstra uma falta de proatividade na resolução dos problemas.
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Recomendações aos Consumidores
Diante desse cenário, o Procon de Ribeirão Preto orienta os consumidores a terem atenção redobrada ao contratar serviços. É fundamental guardar o número de protocolo do primeiro atendimento, bem como os contratos firmados em lojas físicas. Além disso, é crucial verificar atentamente as faturas mensais, identificando cobranças indevidas ou serviços não contratados. Caso se sintam lesados, os consumidores devem, primeiramente, entrar em contato com a empresa e, se não houver solução, acionar a Anatel (no caso de telefonia) e, posteriormente, o Procon, através do telefone 151 ou das redes sociais.
O Procon de Ribeirão Preto planeja intensificar a orientação aos estudantes em 2024, visando formar consumidores mais conscientes e informados sobre seus direitos.



