Número de atendimentos pulou de 36 mil para 74 mil de 2014 para 2015
O Procon de Ribeirão Preto registrou um aumento significativo de 105,55% nos atendimentos, indicando uma maior conscientização dos consumidores em relação aos seus direitos. Em tempos de instabilidade econômica, a atenção aos gastos se intensifica, levando os consumidores a buscarem seus direitos por cobranças indevidas.
A Busca por Reembolso e a Paciência Testada
Fernando Garcia, técnico em informática de 36 anos, é um exemplo dessa crescente busca por justiça. Ele identificou ligações desconhecidas em sua fatura de telefone celular e, ao tentar reaver os valores cobrados indevidamente, enfrentou dificuldades. “Liguei três vezes, a primeira ligação fiquei 53 minutos esperando a linha cair, voltei a ligar novamente, fiquei mais 45 minutos na segunda e na terceira 30 e poucos minutos, e mesmo assim não consegui resolver o problema”, relata.
Canais Digitais Facilitam o Acesso ao Procon
Além da crise econômica, a facilidade de acesso à informação e aos serviços do Procon também contribui para o aumento no número de atendimentos. As redes sociais, como Facebook e Whatsapp, se tornaram importantes canais de comunicação entre os consumidores e o órgão. Segundo Paulo Garde, coordenador do Procon, “Muitos consumidores enviam pelo Facebook ou Whatsapp tanto queixas como pedidos de orientações, deixando o acesso mais rápido”. O uso do Whatsapp, inicialmente destinado a denúncias, evoluiu para uma ferramenta de esclarecimento de dúvidas.
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Ranking das Reclamações e Perfil do Consumidor Atento
As operadoras de telefonia lideram o ranking das reclamações, seguidas pelos serviços bancários. A análise detalhada dos extratos bancários tem levado os consumidores a questionarem taxas e tarifas. Paulo Garde destaca que a crise aguçou a atenção dos consumidores, que se mostram mais focados e vigilantes. Nos dois primeiros meses do ano, foram registradas mais de 9 mil queixas, com uma média de 152 atendimentos diários. As mulheres representam a maioria dos casos atendidos, correspondendo a 60% do total.
O cenário aponta para um consumidor mais engajado e proativo na defesa de seus direitos, impulsionado tanto pela necessidade de economizar quanto pela facilidade de acesso aos canais de atendimento.



