Objetivo é analisar se as promoções realmente apresentam preço abaixo da média; Raíssa Baldochi explica o trabalho
O Procon está monitorando desde outubro os preços de 60 produtos em mais de 10 sites de comércio eletrônico para identificar práticas abusivas ou ofertas indevidas durante a Black Friday. A coordenadora regional do Procon em Ribeirão Preto, Raissa Baldoc, explicou que o objetivo é evitar que fornecedores aumentem os preços antes da promoção para depois reduzi-los, criando uma falsa sensação de desconto para o consumidor.
Monitoramento e prevenção: O Procon realiza esse monitoramento por meio da equipe da Sed em São Paulo e também enviou recomendações para empresas que registraram muitas reclamações em anos anteriores, buscando evitar a repetição dos problemas.
Principais problemas detectados: Entre as irregularidades mais comuns estão a oferta de produtos sem estoque, o que pode configurar uma estratégia para atrair consumidores e vender outros itens disponíveis. Também são frequentes as divergências entre o preço anunciado e o valor cobrado no momento da finalização da compra, tanto em lojas virtuais quanto físicas, situação conhecida como divergência de caixa e gôndola.
Denúncias e produtos monitorados: Os consumidores podem registrar reclamações nos Procons municipais ou pelo site do Procon São Paulo (www.procon.sp.gov.br). Os produtos monitorados são principalmente eletrônicos, como celulares, notebooks, tablets e eletrodomésticos, pois são os mais procurados na Black Friday. Além disso, o Procon alerta para a importância de observar a política de frete, já que valores altos podem anular o desconto do produto.
Entenda melhor
O monitoramento do Procon visa proteger o consumidor contra práticas que distorcem o real valor dos descontos e garantir que as promoções da Black Friday sejam legítimas e transparentes.



