Prato tradicional das festas de fim de ano estará mais caro em 2019; comerciantes acreditam que preço pode subir ainda mais
O aumento expressivo no preço da carne vermelha, com alta média de 40%, forçou os consumidores brasileiros a buscarem alternativas mais acessíveis para o consumo diário de proteínas. Frango e peixe se tornaram opções mais procuradas, impactando diretamente nos preços destes alimentos.
Alta no preço do bacalhau
O bacalhau, produto importado, sofreu um aumento significativo em seu preço. Em Ribeirão Preto, por exemplo, uma loja do Mercadão registrou vendas quatro vezes maiores em dezembro, comparado aos outros meses do ano. O quilo do filé de bacalhau saltou de R$ 99 para R$ 119,90, enquanto o preço do bacalhau em postas subiu de R$ 39,90 para R$ 49,90. Apesar do impacto nos preços, consumidores demonstram resistência em abrir mão do tradicional prato, mesmo com o orçamento apertado.
Adaptação e perspectivas
A Associação Paulista de Supermercados aponta um aumento de 16% no preço do bacalhau em 12 meses. Diante da realidade, alguns consumidores, como a aposentada Nancy dos Santos, buscam alternativas, optando por cortes de carne mais baratos para substituir o bacalhau em suas receitas. Apesar do cenário desafiador, comerciantes se mostram otimistas com as vendas, prevendo um aumento de 5% a 10% nas vendas em relação ao ano anterior. A alta do dólar impacta diretamente no preço de importados como o bacalhau, azeite e azeitonas, que também tiveram seus preços elevados em cerca de 10%.
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Impacto do dólar e projeções futuras
O assessor de investimentos Felipe Borba explica que a alta do dólar impacta diretamente o preço dos produtos importados, encarecendo o custo final para o consumidor. Com a cotação do dólar acima dos R$ 4,20, a expectativa é que os preços de produtos como o bacalhau continuem elevados no curto prazo. A alta do dólar comercial, que atingiu seu maior valor desde a criação do Plano Real, contribui para o aumento nos preços de diversos alimentos importados, afetando o orçamento das famílias brasileiras e exigindo adaptação no consumo.



