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Procuradoria Geral de Justiça decide que acusados de matar Beto Braga vão responder por latrocínio

Ministério Público e a Polícia Civil divergiram sobre a tipificação do crime; Gabriel Brito e Marcelo Fonseca estão presos
Procuradoria Geral de Justiça decide que
Ministério Público e a Polícia Civil divergiram sobre a tipificação do crime; Gabriel Brito e Marcelo Fonseca estão presos

Ministério Público e a Polícia Civil divergiram sobre a tipificação do crime; Gabriel Brito e Marcelo Fonseca estão presos

Procuradoria decide por latrocínio após impasse

A Procuradoria-Geral de Justiça, por meio do procurador Fernando José Martins, determinou que Gabriel Souza-Brito e Marcelo Fernandes da Fonseca serão denunciados por latrocínio pelo crime que vitimou o engenheiro Beto Braga. A decisão ocorre após divergência inicial entre a Polícia Civil de Ribeirão Preto e o Ministério Público estadual sobre a tipificação da ocorrência.

Enquanto a Polícia Civil havia indiciado a dupla por latrocínio, apontando que os suspeitos teriam a intenção de roubar os pertences da vítima antes de matá-la, a promotora Ethel Cipel ofereceu denúncia por homicídio, entendendo que o furto não teria sido planejado. O conflito interno no Ministério Público levou o caso à Vara do Júri e, em seguida, à Procuradoria-Geral, que manteve a classificação de latrocínio.

Investigação, prisões e reconstituição

Os dois suspeitos, presos, confessaram participação no crime durante as investigações. A Polícia Civil realizou reconstituição no início de fevereiro. Segundo apurado, o engenheiro Beto Braga, de 34 anos, residente em San Diego (Estados Unidos), viajou a Ribeirão Preto em dezembro para passar as festas com a família. Ele saiu de casa no bairro Santa Cruz na noite de 28 de dezembro dizendo que iria encontrar amigos e foi encontrado morto no dia 30 de dezembro em um apartamento próximo à Avenida do Café.

A investigação indica que Marcelo e Gabriel teriam atraído uma terceira pessoa até o imóvel para subtrair pertences de Beto. Entre os objetos levados estão um celular, um par de tênis, cartões bancários e cerca de mil dólares. Parte desses itens não foi localizada; o celular reapareceu posteriormente com peças faltando, como a placa-mãe. Três pessoas adicionais foram indiciadas por receptação em razão de terem recebido esses itens, mas não respondem pelo homicídio.

Trâmite processual e consequências da decisão

Segundo o advogado Leonardo Afonso Pontes, com a decisão da Procuradoria-Geral de Justiça pela tipificação como latrocínio, os acusados deixam de ser encaminhados ao júri popular, conforme explicado pela defesa. Ainda de acordo com o advogado, após a denúncia a defesa será intimada para apresentar resposta, indicar provas e arrolar testemunhas. As testemunhas constantes na denúncia serão ouvidas em audiência designada pelo juiz, haverá interrogatório dos acusados e, depois das alegações finais, o juiz proferirá sentença de primeira instância.

O caso provocou grande repercussão em Ribeirão Preto, envolvendo familiares da vítima nos Estados Unidos e gerando comoção local, principalmente pela forma como o crime ocorreu. As autoridades afirmam que o processo segue seu curso e que novas etapas serão cumpridas até a conclusão do julgamento.

O processo continua em andamento, com as próximas fases processuais previstas pela defesa e pela acusação, enquanto a investigação sobre a circulação dos bens subtraídos permanece ativa.

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