Problemas climáticos no ano passado ainda influenciam na produção; Diretor da Única, Antônio de Pádua, comenta os números
A safra de cana-de-açúcar 2022/2023 enfrenta desafios significativos, com impactos diretos no preço do etanol e do açúcar.
Moagem e Produção de Açúcar
Na primeira quinzena de junho, a moagem de cana na região Centro-Sul superou 38 milhões de toneladas, um aumento de 5,76% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, a produção de açúcar foi de apenas 2,14 milhões de toneladas, 3,85 milhões de toneladas abaixo do registrado em 2022. No acumulado da safra, a produção de açúcar chega a 7,19 milhões de toneladas, representando uma queda de 23,64% em relação às mais de 9 milhões de toneladas do ciclo anterior.
Impacto Econômico e Preços
De acordo com Antônio de Padua Rodrigues, diretor técnico da UNIC, esses números refletem as consequências negativas da safra passada, marcada por perdas significativas de cana devido às condições climáticas adversas. A produção está atrasada em mais de 20 milhões de toneladas em relação à safra anterior. O preço do etanol está em queda, em parte devido à redução do preço da gasolina e ao aumento da oferta. Já o preço do açúcar, negociado principalmente no início do ano, deve se manter estável, com os impactos sendo sentidos na próxima safra. A concorrência internacional, com países exportando açúcar subsidiado, também pressiona o mercado.
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Perspectivas Futuras
O setor canavieiro investe em renovação dos canaviais para melhorar a produtividade futura. A expectativa é de recuperação na próxima safra, dependendo das condições climáticas e da demanda por etanol. A redução de impostos sobre combustíveis tem impactado positivamente o preço do etanol para o consumidor, embora ainda existam desafios relacionados aos custos de produção. Apesar das dificuldades, há otimismo em relação à recuperação do setor a médio e longo prazo, com foco na ampliação da produção e na competitividade do etanol no mercado de combustíveis.



