Nos últimos dois meses, o valor desses produtos tiveram um aumento de cerca de 50%; expectativa para os próximos meses é de alta
Os preços da cebola e do tomate dispararam quase 50% em apenas dois meses, atingindo valores que preocupam o consumidor brasileiro. O calor extremo é o principal vilão dessa alta, afetando diretamente a produção agrícola.
Impacto do Calor na Produção
Segundo dados do IBGE, o quilo da cebola, que custava R$ 5,80 em setembro, saltou quase R$ 2,00 em relação a atrássto. O tomate também sofreu aumento significativo, passando de R$ 4,15 para mais de R$ 6,00 em outubro. Essas variações impactam diretamente o orçamento doméstico, forçando muitos consumidores a buscarem promoções para garantir o consumo desses itens essenciais.
Desafios para o Setor
A produção de cebola diminuiu em outubro, levando ao aumento de preços. O tomate, por sua vez, enfrenta perdas significativas devido às altas temperaturas, que impedem o amadurecimento adequado dos frutos, levando ao seu estrago precoce. Um gerente de supermercado relatou que, pelo menos por enquanto, os preços devem permanecer altos. A situação é agravada pela irregularidade climática em regiões produtoras como Pernambuco e Bahia, com chuvas e sol intenso afetando a colheita.
Estratégias do Consumidor
Diante da alta de preços, consumidores buscam alternativas para amenizar os impactos no orçamento. Uma aposentada, por exemplo, relata que aproveita as promoções para comprar em maior quantidade, processando os alimentos (como a produção de molhos) e congelando para consumo futuro. Essa prática demonstra a criatividade e a necessidade de adaptação do consumidor frente às oscilações do mercado.
A situação demonstra a fragilidade da produção agrícola frente às mudanças climáticas e a importância de políticas públicas que garantam a segurança alimentar da população. A volatilidade dos preços de produtos básicos como cebola e tomate exige atenção constante e estratégias de adaptação tanto por parte dos produtores quanto dos consumidores.