Alta do custo de produção no país e a busca pelo produto no mercado internacional gera concorrência que desagrada o setor
Produtores de leite brasileiros estão preocupados com o aumento das importações de lácteos, que ameaça a produção nacional e os empregos do setor. O ano de 2016 detinha o recorde de importações, com 1,8 milhão de litros, mas 2023 pode superar esse número, já que no primeiro semestre foram importados 1,2 milhão de litros.
Importações e suas consequências
A maior parte das importações (93%) vem da Argentina e do Uruguai, sendo 80% em leite em pó e 19% em queijos. Essa situação afeta principalmente os pequenos produtores, que formam a maioria do setor. O aumento das importações pode levar ao desabastecimento interno, à alta dos preços dos alimentos e à dependência do mercado externo.
Políticas de proteção e competitividade
As entidades do setor alertam para a necessidade de políticas de proteção mais eficazes. Países como Canadá, Suíça e Japão possuem tarifas de importação que chegam a 248%, enquanto o Mercosul tem uma taxa de apenas 28%, uma das menores do mundo. Essa diferença prejudica os produtores brasileiros, que enfrentam uma concorrência desleal.
Leia também
Buscando soluções
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Leite (ABPL) estão buscando alternativas para reverter esse cenário, buscando soluções que garantam a competitividade do setor e a proteção dos produtores brasileiros de leite.