Estiagem fez com que o plantio dos grãos atrasasse dois meses
Chuvas trazem alívio para produtores de amendoim em Ribeirão Preto
Após um período de estiagem prolongada, as chuvas recentes na região de Ribeirão Preto trouxeram um respiro aos produtores de amendoim. O plantio, que deveria ter ocorrido entre setembro e outubro, foi atrasado pela falta de umidade, afetando o desenvolvimento das lavouras.
Impactos da estiagem na produção
A estiagem impactou diretamente a germinação das sementes, com um percentual significativo de plantas não se desenvolvendo. O produtor rural Fernando Escarolpa, de Itacuaritinga, plantou 74 hectares de amendoim, mas observou falhas na germinação. Mesmo com parte da safra comprometida, ele se mostra otimista com as chuvas recentes, que são essenciais para o crescimento da planta. O gerente de sementes da Coplana, Guilherme Sales, destaca que a cultura do amendoim tem um ciclo de 130 a 140 dias e a falta de umidade reduz o número de plantas por metro quadrado, comprometendo a qualidade e a produtividade.
Atrasos e impactos econômicos
O atraso no plantio causou um efeito dominó, afetando os prazos de colheita, a preparação do solo para o plantio subsequente e a geração de empregos. A mão de obra, principalmente a manual, encontra-se parada aguardando o início das chuvas para retomar as atividades. Os atrasos também impactarão o recebimento da safra nas cooperativas. Apesar dos desafios, a produção de amendoim em São Paulo até o momento, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), está dentro da expectativa inicial, com 422.300 toneladas produzidas na safra 2016-2017. As chuvas recentes aumentam a possibilidade de superar a previsão inicial da Conab para a região.
Leia também
As chuvas recentes trazem esperanças de recuperação para os produtores de amendoim, amenizando os prejuízos causados pela estiagem e permitindo que a safra se desenvolva de forma mais plena. A expectativa é de uma colheita mais positiva do que se previa inicialmente.



