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Produtores de banana podem ter sido usados pela COAF na ‘Máfia da Merenda’

Polícia e Ministério Público ouvirão fornecedores de Jacupiranga, cidade do sul de SP, que podem ter sido enganados no esquema
Máfia da Merenda
Polícia e Ministério Público ouvirão fornecedores de Jacupiranga, cidade do sul de SP, que podem ter sido enganados no esquema

Polícia e Ministério Público ouvirão fornecedores de Jacupiranga, cidade do sul de SP, que podem ter sido enganados no esquema

Novas ramificações da Coaf estão sob investigação do Gaeco e do Ministério Público. Promotores apontam para a criação de uma nova entidade, a Cooperadis, sediada em Cândido Rodrigues, pelos integrantes da Cooperativa Orgânica e Agrícola Consede, de Bebedouro. A Cooperadis, teoricamente, receberia alimentos de Jacopiranga, no sul do estado, tendo como ex-presidente Carlos Alberto Santana da Silva.

O Recrutamento de Produtores

O agricultor Márcio Pedro da Silva relata que ele e outros produtores de hortifrutis foram abordados pela cooperativa em uma reunião na Secretaria de Agricultura do município. A apresentação foi convincente, com vídeos de produtores dando depoimentos e mostrando produtos, além de discutir projetos e problemas governamentais. O plano era coletar os dados dos produtores para uso indevido, como na compra de alimentos no Ceagesp.

A Promessa da Banana e o DAP

José Ademir Ribeiro de Andrade, outro agricultor da região, conta que a proposta inicial era a entrega contínua de bananas durante o ano, a preços melhores que os do mercado. A proposta surgiu em um momento de dificuldade de vendas, oferecendo uma venda anual a um preço justo. Bruno Rangel Arcares, gestor da Casa de Agricultura de Jacopiranga, explica que os produtores precisavam do DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), um registro de agricultor familiar. Esse documento era o verdadeiro interesse dos dirigentes da Coaf, pois é um requisito para participar de projetos governamentais como o Pronaf, merenda escolar e o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).

Fraude e Dívidas

Os documentos assinados pelos produtores de banana de Jacopiranga foram coletados em setembro de 2015, três meses antes da empresa existir de fato. A fraude na merenda escolar estava prosperando, com facilitadores no governo paulista, e o objetivo era que esta segunda empresa também participasse dos pregões. No entanto, os pagamentos de propina eram tão altos que a Coaf acumulou dívidas. Notas fiscais em nome da Coaf mostram vendas de bananas para prefeituras como Novaes, Santa Rosa de Viterbo e Bebedouro. Produtores de Jacopiranga nunca entregaram mercadoria para a Cooperadis, e pelo menos 21 tiveram seus dados usados ilegalmente pela cooperativa de Cândido Rodrigues.

A próxima fase da Operação Alba Branca deve ser divulgada em breve.

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