Último caso, os ladrões levaram 170 sacas e deixaram um prejuízo de 100 mil reais, em uma propriedade na zona rural de Franca
Os produtores de café da região de Franca, interior de São Paulo, estão sofrendo com uma onda de roubos que tem levado muitos a desistir da atividade.
Prejuízos Devastadores
Um dos casos recentes aconteceu na fazenda de Carlos Roberto Lorenzo, que teve um prejuízo de R$ 100 mil após o furto de 170 sacas de café. O crime ocorreu durante a madrugada, com a suspeita de envolvimento de uma quadrilha. Lorenzo desabafa: “Tentaram, não deu, abriram lá e me roubaram tudo que estava dentro. Pela experiência que tenho aqui de terreral, não é um, dois, é muita gente, certo? Para fazer isso aí. Aqui não dá mais, não tem como. Há cinco anos que a gente vem pelejando, enfrentando de aça, essas coisas aí. Quando a gente corre um cafezinho que fala assim, não ganha dinheiro, mas a gente vai ficar assim estabilizado para pagar os funcionários, que a gente paga certinho, procura não explorar ninguém, já que eu estou resganhando o dinheiro de suada aí também, merecido, o dinheiro de infelizmente acaba, para mim eu joguei a toalha. Não dá mais”.
Expansão da Criminalidade
A insegurança não se limita a Franca. A região de Patrocínio Paulista também tem sido alvo de furtos em propriedades rurais, com roubos de café e maquinários agrícolas. Antônio Meireles, presidente do sindicato rural de Patrocínio Paulista, afirma que muitos produtores desistiram da atividade devido à frequência dos crimes. Ele destaca a necessidade de reforçar o patrulhamento rural e reabrir delegacias nas pequenas cidades, que atualmente contam apenas com delegados de plantão. A falta de segurança pública leva os produtores a terceirizar a produção, impactando setores como a produção leiteira, outrora forte na região.
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Impacto na Segurança Pública
A Secretaria de Segurança Pública do Estado não se manifestou sobre o pedido dos moradores pela reabertura das delegacias nas cidades menores da região de Franca. A ausência de delegados titulares e a dependência de plantões esporádicos dificultam as investigações e o combate à criminalidade rural, gerando um ciclo vicioso de insegurança e prejuízos para os produtores. A situação demonstra a urgência de ações efetivas para garantir a segurança e a viabilidade da atividade cafeeira na região.



