Chips inseridos nas vacas ajudam a controlar extração
A modernização da pecuária leiteira chegou ao Brasil, impulsionada pelo uso de tecnologia de ponta. Em Descalvado, uma empresa familiar demonstra como a inovação garante resultados e competitividade no mercado.
Monitoramento em tempo real
O sistema implementado na fazenda utiliza chips implantados nas orelhas das vacas, transmitindo dados de produção de leite e tempo de ordenha via internet para uma central de controle. “Para nós, é fundamental ter domínio sobre o que está acontecendo”, afirma Roberto Jank, produtor de leite. Com o monitoramento, é possível identificar problemas e buscar soluções, otimizando a produção. Até mesmo a alimentação do gado é controlada por um sistema integrado de chips e câmeras.
Tecnologia para todos os portes
Os investimentos em tecnologia resultam em uma produção diária de cerca de 50 mil litros de leite, tornando-se o maior rebanho de vacas holandesas registrado no país. Com 1500 cabeças, o uso da tecnologia é crucial para o rastreamento completo de cada animal, desde medicamentos administrados até o histórico reprodutivo. Essa rastreabilidade garante ao consumidor total transparência sobre o processo. A tecnologia não se limita às grandes propriedades; pequenos produtores também adotam aplicativos em seus smartphones para monitorar o ciclo reprodutivo de seus animais, como demonstra o caso de Carlos Gustavo Cerni, que utiliza um aplicativo gratuito para acompanhar o ciclo reprodutivo de suas 37 vacas. “Eu posso abastecer o último parto, o cio, última cobertura e a previsão de secagem da vaca também”, afirma ele.
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Apesar dos avanços tecnológicos, a experiência e o conhecimento tradicional ainda são importantes. Gustavo Cerni destaca a importância do caderno de campo, um registro manual que complementa as informações digitais. A combinação de tecnologia moderna e métodos tradicionais garante uma gestão eficiente e eficaz na produção leiteira, assegurando a qualidade e a rastreabilidade do produto final.



