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Produtores de soja podem ter prejuízo na safra 2023/24 mesmo com insumos agrícolas mais baratos

Estudo do Cepea aponta que menor preço de negociação e baixa na produção deve dificultar um cenário de lucro para agricultores
Produtores de soja podem ter prejuízo
Estudo do Cepea aponta que menor preço de negociação e baixa na produção deve dificultar um cenário de lucro para agricultores

Estudo do Cepea aponta que menor preço de negociação e baixa na produção deve dificultar um cenário de lucro para agricultores

Um estudo do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da ESALQ-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta que a safra de soja 2023–2024 pode registrar receita líquida negativa para produtores em diversas regiões do país, mesmo com a redução nos preços de insumos como fertilizantes, defensivos e sementes.

Principais achados

Segundo os pesquisadores, a combinação de queda no preço de negociação da soja e redução da produtividade nas áreas avaliadas é o principal fator que pressiona a rentabilidade. Na análise, apenas o Sul do Brasil aparece com margem operacional potencialmente positiva nesta safra. Nas demais regiões, a receita pode não cobrir os custos efetivos de produção, levantando alertas sobre a sustentabilidade econômica das lavouras.

Impactos financeiros para os produtores

O cenário descrito pelos pesquisadores pode traduzir-se em dificuldades para o pagamento de investimentos e despesas correntes nas propriedades. Produtores com margens negativas poderão ser forçados a renegociar dívidas, reduzir investimentos ou, em casos mais extremos, vender equipamentos e maquinários para equilibrar fluxo de caixa. A situação tende a aumentar a vulnerabilidade de negócios familiares e cooperativas locais.

Metodologia e fontes

Para as estimativas, o CEPEA utilizou os custos operacionais efetivos apurados pelo projeto Campo Futuro, uma parceria entre o próprio centro de estudos e a CNA. A comparação considerou os preços de negociação da soja entre janeiro e fevereiro de 2024 e os valores pagos pelos insumos no período de janeiro a setembro de 2023.

A reportagem foi veiculada no Giro do Agro, do Jornal da CBN, com apresentação de Júlia. O levantamento reforça a necessidade de acompanhamento próximo das condições de mercado e de gestão financeira pelas propriedades nos próximos meses.

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