Plantas mais jovens, como o milho e a soja, e as hortaliças devem ser impactadas pelo clima; ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’
O agronegócio brasileiro enfrenta sérios desafios com a onda de calor que atinge diversas regiões do país, com temperaturas previstas acima de 45 graus em algumas áreas. A situação exige atenção a três principais preocupações:
Saúde dos Trabalhadores
O trabalho no campo sob sol intenso é exaustivo e coloca em risco a saúde dos trabalhadores. É crucial garantir períodos de descanso, hidratação adequada e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) para minimizar os danos à saúde.
Impacto nas Culturas
Plantas jovens, como soja e milho, são extremamente vulneráveis ao calor excessivo, podendo sofrer queimaduras nas folhas e comprometer a produtividade. Hortaliças cultivadas por pequenos produtores também são afetadas, impactando a qualidade e a oferta final, o que pode levar a um aumento nos preços.
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Risco de Incêndios
As altas temperaturas aliadas à seca aumentam significativamente o risco de incêndios, principalmente devido ao acúmulo de materiais inflamáveis como vidro e latas descartados de forma inadequada. A prevenção é fundamental para evitar grandes prejuízos.
Embora existam tecnologias como estufas e cultivares resistentes à seca, estas não são suficientes para mitigar completamente os efeitos de temperaturas extremas prolongadas. A combinação de calor intenso e seca pode ocasionar perdas significativas na produção agrícola e pecuária, afetando a economia e o abastecimento, com reflexos inclusive nas exportações, como demonstrado pela suspensão temporária das exportações de açúcar pela Índia devido às altas temperaturas.