Ouça a coluna ‘Oficina de Palavras’ com Luiz Puntel
Você já foi ao cemitério hoje? Ou você não é de cumprir a tradição da data? Seja qual for a sua resposta, vamos refletir sobre a palavra “finados”.
A palavra “finados” no dia de hoje
Concordamos que usamos “finados” quase que exclusivamente para nos referir ao Dia dos Mortos e à memória de nossos entes queridos? É inegável que a associação é quase imediata.
A evolução da palavra “finado”
Antigamente, era comum ouvir pessoas mais velhas usando “finado” para se referir a alguém que havia falecido, como em “meu finado marido”. Hoje, esse uso é muito menos frequente. A língua é viva, e as palavras têm seu tempo de nascer, de uso e de desaparecer. A palavra “finado”, fora do contexto do Dia dos Mortos, tornou-se rara no vocabulário contemporâneo, principalmente entre os mais jovens. Enquanto isso, na literatura, ainda podemos encontrar exemplos do uso de “finado”, como em obras clássicas.
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O ciclo de vida das palavras
Palavras surgem, se popularizam, e com o tempo, podem cair em desuso. Assim como a palavra “finado”, outras palavras entram e saem do nosso vocabulário. A novela “O Tempo Não Para”, por exemplo, exibida em 2018, chamou atenção pelo vocabulário rebuscado de seus personagens, contrastando com a linguagem atual. A palavra “finados”, portanto, sobrevive principalmente em referência ao dia dedicado à memória dos mortos, sendo usada pelos vivos para lembrar aqueles que se foram. Independentemente de você visitar ou não um cemitério, a data é propícia para refletir sobre nossos entes queridos que já partiram.
Boa semana a todos!