Prova abordou ‘a importância do passado para a compreensão do presente’; lista de aprovados para a USP será divulgada no dia 24
A segunda fase da Fuvest trouxe como tema a importância do passado para a compreensão do presente, uma abordagem elogiada por especialistas. Conversamos com o professor Luiz Claudio Jubilato para entender melhor a questão.
O tema e sua relevância
Para o professor Jubilato, o tema não foi uma surpresa, pois a Fuvest já vinha explorando a relação entre passado e presente em edições anteriores. Ele destaca a importância da análise histórica para projetar o futuro e combate às fake news. A prova, segundo ele, foi além das expectativas, mostrando a necessidade de pesquisa em fontes confiáveis.
A construção da história e a interpretação do passado
Jubilato ressalta a complexidade da construção histórica, mostrando como diferentes perspectivas podem moldar a interpretação do passado. Ele cita o poema de Drummond e a obra “O Cerco de Lisboa” de José Saramago como exemplos de como a história pode ser revisada e reinterpretada ao longo do tempo, dependendo do contexto e do ponto de vista de quem a analisa. A prova também abordou a importância da preservação do patrimônio histórico, usando como exemplo a discussão sobre a manutenção dos escombros do Museu Nacional após o incêndio.
A visão do passado e a diversidade de perspectivas
O professor destaca a importância de considerar diferentes perspectivas históricas, especialmente quando se trata de temas sensíveis como a representação de grupos minoritários. Ele usa o exemplo do ato de jogar baldes de leite em uma estátua negra, mostrando como a visão eurocêntrica pode obscurecer outras narrativas e interpretações do passado. A Fuvest, segundo ele, foi muito feliz em abordar essa questão, mostrando a complexidade da construção da memória histórica.
Em resumo, a prova da Fuvest valorizou a capacidade de argumentação e o conhecimento dos vestibulandos sobre temas atuais, exigindo uma análise crítica e contextualizada do passado. Algumas obras da lista oficial, como “A D’Elena Molle”, foram citadas como exemplos de como o passado pode influenciar a formação da identidade individual e coletiva. A preocupação com a fuga parcial ao tema, com muitos candidatos se focando apenas nas questões políticas do momento, também foi levantada pelo professor.



