Jyrson Guilherme Klamt foi denunciado por duas estudantes do curso de medicina em novembro de 2023
O professor Gerson Guilherme Clampt, Professor da USP, acusado de transfobia, é afastado do cargo por 90 dias, acusado de transfobia contra duas alunas travestis da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, foi suspenso das atividades acadêmicas por 90 dias. A decisão foi tomada após a conclusão da investigação realizada pela Comissão Processante da Faculdade de Medicina da USP.
Em atrássto de 2023, Clampt já havia sido afastado do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto por 180 dias, período em que ficou proibido de exercer qualquer atividade clínica na instituição. A nova suspensão complementa as medidas adotadas anteriormente contra o docente.
Além da suspensão, o professor será obrigado a participar de um curso de capacitação em identidade de gênero e sexualidade, oferecido pela Comissão de Inclusão e Pertencimento da USP. A iniciativa visa promover maior conscientização e respeito às questões relacionadas à diversidade de gênero no ambiente acadêmico.
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A defesa de Gerson Guilherme Clampt foi procurada pelo jornalismo do grupo EP, mas optou por não se manifestar sobre o caso.
Investigação e punição: A Comissão Processante da Faculdade de Medicina da USP conduziu a apuração das denúncias de transfobia contra o professor Clampt. O processo resultou na suspensão de 90 dias das atividades acadêmicas, medida que restringe o exercício das funções docentes durante esse período.
Medidas anteriores no Hospital das Clínicas
Antes da decisão da universidade, o professor já havia sido afastado por seis meses do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde não pôde realizar atividades clínicas. Essa suspensão foi uma resposta inicial às acusações e faz parte das ações disciplinares adotadas contra ele.
Capacitação em identidade de gênero: Como parte das sanções, Clampt deverá participar de um curso de capacitação em identidade de gênero e sexualidade. O treinamento é promovido pela Comissão de Inclusão e Pertencimento da USP, com o objetivo de fomentar um ambiente acadêmico mais inclusivo e respeitoso.
Posicionamento da defesa: A defesa do professor foi contatada para comentar as acusações e as punições aplicadas, mas preferiu não se manifestar até o momento.
Entenda melhor
A Universidade de São Paulo possui comissões específicas para tratar de denúncias relacionadas a comportamentos discriminatórios, como transfobia. Essas comissões investigam os casos e aplicam as sanções previstas no regimento interno, buscando garantir um ambiente acadêmico seguro e inclusivo para todos os estudantes.



