Docente foi punido por conduta ofensiva contra Louise Rodrigues e Silva e Stella Branco; prazo de suspensão é de 180 dias
Médico do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto é suspenso por transfobia
O caso
O médico Gerson Giliar-miklã foi suspenso do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto por 180 dias após ser acusado de transfobia pelas alunas travestis Estela Giliermina Branco e Luiz Rodrigues da Silva. As estudantes relataram que foram ofendidas pelo médico no refeitório da faculdade de medicina da USP, em 1º de novembro de 2023, após a instalação de mensagens que informavam a possibilidade de uso do banheiro de acordo com a identidade de gênero. Giliar-miklã se recusou a comentar o caso.
As denúncias
De acordo com os relatos, o médico questionou Luiz sobre qual banheiro ele usaria, e ao responder que usaria o banheiro feminino, Giliar-miklã teria feito comentários transfóbicos, criticando a possibilidade de pessoas trans usarem o banheiro de acordo com sua identidade de gênero. Estela e Luiz são as primeiras travestis a se formarem médicas na USP de Ribeirão Preto. A decisão de suspensão foi comemorada por Estela, que destacou a importância do posicionamento do hospital e a quebra da impunidade.
Leia também
Desdobramentos
Além da suspensão imposta pelo Hospital das Clínicas, o caso ainda está sendo apurado pela polícia e pela justiça de Ribeirão Preto, bem como pela Faculdade de Medicina da USP. A faculdade informou que se posiciona a favor do respeito, do pertencimento e da inclusão e que tomará medidas cabíveis após a conclusão da apuração interna. O advogado das estudantes, Everson Reis, afirmou que a luta pela punição do médico continua, buscando uma pena mais severa.
A suspensão do médico representa um avanço na luta contra a transfobia, demonstrando que atos de discriminação não serão tolerados. A apuração do caso segue em andamento, com a expectativa de que a justiça seja feita e que medidas sejam tomadas para prevenir situações semelhantes no futuro.



