Policiais encontraram mensagens de texto e áudio no celular da vítima e do agressor; caso aconteceu em uma escola municipal
Um professor de uma escola municipal em Barretos foi preso por suspeita de abuso sexual contra um adolescente de 13 anos. A prisão em flagrante ocorreu no domingo, e o acusado responderá por estupro de vulnerável, crime com pena de 8 a 15 anos de prisão.
Investigação e provas
A investigação da Delegacia de Defesa da Mulher de Barretos teve início com o relato da vítima, que descreveu os abusos ocorridos dentro da sala de aula em mais de uma ocasião. A delegada Denise Viquiato Poliselo explicou que o professor se aproximava da aluna sob o pretexto de ajudá-la a preparar a sala de aula, criando uma intimidade que culminou nos atos abusivos. As provas do crime incluem mensagens e áudios encontrados no celular do professor, nos quais ele combina encontros com a aluna e demonstra sua intenção de tocá-la e beijá-la. Segundo a delegada, a clareza das conversas e áudios, mesmo com o perfil da rede social utilizando foto falsa, comprova a autoria do crime.
A denúncia e o apoio
A vítima, que havia participado de ações de conscientização sobre o combate ao abuso e exploração sexual infantojuvenil em maio, sentiu-se encorajada a denunciar os abusos após o evento. A escola colaborou integralmente com as investigações, acionando a delegacia, o Conselho Tutelar e a família da aluna. A Secretaria Municipal de Educação de Barretos afirma estar prestando todo o apoio necessário à vítima e à sua família.
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A importância da denúncia e os próximos passos
A delegacia investiga a possibilidade de outras vítimas. A reportagem destaca a importância da denúncia em casos de abuso sexual, enfatizando a necessidade de observação por parte dos responsáveis e a busca por ajuda especializada em caso de suspeitas. O caso serve como alerta para a gravidade do problema e a importância de quebrar o ciclo de silêncio e buscar apoio. A audiência de custódia do professor está marcada para acontecer ainda hoje, definindo se ele permanecerá preso ou responderá ao processo em liberdade. A defesa do professor ainda não foi localizada para comentar sobre o caso.



