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Professor de direito da USP afirma que casal de influencers preso em Ribeirão pode pegar mais de 15 anos de prisão

Daniel Pacheco pede celeridade nas investigações para que não haja perda de provas
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Daniel Pacheco pede celeridade nas investigações para que não haja perda de provas

Daniel Pacheco pede celeridade nas investigações para que não haja perda de provas

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) deflagrou uma operação que resultou na prisão de um casal de Ribeirão Preto acusado de estelionato e fraude milionária. A investigação aponta para um esquema criminoso que lesou aposentados e pensionistas do INSS em mais de R$ 110 milhões.

Empréstimos Consignados Fraudulentos

O grupo criminoso forjava empréstimos consignados sem a autorização dos beneficiários do INSS. Utilizando-se de uma rede de correspondentes bancários e calcênters, eles elaboravam propostas de empréstimo, muitas vezes induzindo os aposentados e pensionistas ao erro, mesmo com o consentimento, dependendo das conversas realizadas com os mesmos. A intermediação fraudulenta gerava comissões milionárias para a organização, que chegavam a 6% do valor dos empréstimos. As investigações não encontraram provas, até o momento, de que os bancos tinham conhecimento dessas práticas.

Métodos Criminosos e Dados Sigilosos

Os criminosos obtinham dados pessoais e informações sigilosas de mais de 360 mil beneficiários do INSS, possivelmente através de hackers ou vazamento de dados internos. Com essas informações, eles utilizavam diversas técnicas para fraudar os empréstimos, incluindo falsificação de assinaturas, múltiplos empréstimos para um mesmo CPF, falsa identidade de agentes bancários, edição de áudios e adulteração de fotos de clientes. Em apenas um ano, o grupo teria recebido mais de R$ 13 milhões em comissões.

Prisões e Apreensões

A operação resultou em dez mandados de busca e dois de prisões preventivas, cumpridos em Ribeirão Preto, Pindamonhangaba, Curitiba e Florianópolis. Foram bloqueados R$ 114 milhões dos investigados e empresas envolvidas, além de quatro imóveis milionários, cinco veículos importados e aplicações financeiras. Somente com um dos investigados, foram encontrados mais de R$ 650 mil em dinheiro vivo. As atividades das empresas foram congeladas durante as investigações. Os crimes atribuídos ao casal incluem estelionato e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 15 anos ou mais, dependendo do que for apurado durante a investigação.

A investigação segue em andamento para apurar a extensão dos crimes e identificar todos os envolvidos. A rapidez da investigação é crucial para a preservação das provas e a aplicação da justiça.

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