Domingos Alves afirma que a cidade ainda não atingiu um platô e prevê um crescimento nos números nos próximos 15 dias
Ribeirão Preto avançou da fase vermelha para a amarela, permitindo maior flexibilização do comércio. Entretanto, a questão que permanece é se o sistema de saúde está preparado para essa abertura.
Análise dos dados: um avanço precipitado?
Dados recentes mostram que, em 31 de maio, Ribeirão Preto contava com 1.160 casos confirmados e 25 óbitos, com ocupação de leitos de UTI abaixo de 20%. Após a flexibilização para a fase laranja, em apenas 15 dias, os números saltaram para 2.517 casos e 68 óbitos. Atualmente, com a cidade na fase amarela, há mais de 15 mil casos e 400 óbitos, indicando um crescimento exponencial e não um controle da situação.
Aumento de leitos: mascarando a realidade?
O aumento no número de leitos disponíveis contribuiu para uma redução na taxa de ocupação, criando a ilusão de controle da pandemia. No entanto, o professor Domingos Alves alerta que essa medida mascara a realidade, representando uma contenção de danos, e não um efetivo controle da epidemia. A taxa de ocupação de leitos de UTI e enfermarias se mantém em torno de 66%, indicando que a situação permanece preocupante.
Leia também
Previsões e preocupações futuras
Considerando o comportamento observado em ocasiões anteriores de flexibilização, há grande preocupação com um possível agravamento da situação nas próximas semanas. A tendência de crescimento exponencial no número de casos acumulados indica que Ribeirão Preto ainda não atingiu o platô, reforçando a necessidade de cautela e monitoramento constante da situação epidemiológica.



