Saerp realiza uma operação para identificar vazamentos; Ribeirão desperdiça quase metade da água que capta para seu consumo
Ribeirão Preto enfrenta um desafio crucial na preservação de seus recursos hídricos: o combate a vazamentos na rede de água.
Investigação e Reparo de Vazamentos
A SAERP (Serviço de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) empreende uma ampla investigação de vazamentos na rede, focando inicialmente na zona leste da cidade. Técnicos utilizam equipamentos de alta tecnologia, semelhantes a estetoscópios, para detectar irregularidades na pressão e vazão da água subterrânea. Após a identificação dos pontos críticos, os reparos são executados. Em 2023, foram reparados mais de 700 vazamentos com essa metodologia, e a previsão é abranger todas as regiões da cidade até o fim de 2024.
A Necessidade de um Trabalho Contínuo e Investimentos
Segundo Marcelo Pereira, professor de Políticas Ambientais da USP de Ribeirão Preto, o problema dos vazamentos é crônico e exige um trabalho contínuo. A cidade possui uma rede de tubulação antiga em muitas regiões, necessitando não apenas de reparos, mas também de substituição em boa parte da infraestrutura. Além da detecção e reparo de vazamentos, Pereira destaca a importância da otimização de todo o sistema, desde a operação dos poços até a distribuição da água, para garantir eficiência e evitar desperdícios.
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O Papel da Cidadania Ativa na Conservação de Água
Para além dos reparos, a participação ativa da população é fundamental na economia de água. O professor Pereira enfatiza a necessidade do envolvimento da sociedade em todas as etapas do processo, desde a compreensão das ações da SAERP até a comunicação de problemas e o uso consciente da água. Essa participação transforma o cidadão em parceiro na preservação dos recursos hídricos, contribuindo para a eficácia das ações e a sustentabilidade do sistema.
Combater o desperdício de água em Ribeirão Preto requer um esforço conjunto. A tecnologia empregada pela SAERP na detecção e reparo de vazamentos é um passo importante, mas a eficiência do sistema depende da modernização da infraestrutura e, principalmente, da conscientização e participação ativa de toda a comunidade.



