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Professor especialista em Políticas Educacionais afirma que houve ‘bom senso’ em adiar o retorno das aulas em Ribeirão

José Marcelino faz uma análise sobre o adiamento da retomada das atividades presenciais na rede fundamental
Retorno às aulas
José Marcelino faz uma análise sobre o adiamento da retomada das atividades presenciais na rede fundamental

José Marcelino faz uma análise sobre o adiamento da retomada das atividades presenciais na rede fundamental

O adiamento da volta às aulas presenciais em Ribeirão Preto gerou debates acalorados. Em entrevista à CBN, o professor José Marcelino de Resende Pinto, especialista em políticas educacionais da USP, analisou a situação.

Adiamento da Volta às Aulas: Uma Atitude Sensata?

Para o professor José Marcelino, o adiamento foi uma decisão sensata, considerando a realidade da pandemia em Ribeirão Preto. Ele observou a falta de conscientização da população sobre o uso de máscaras e a necessidade de cautela, lembrando a velocidade de propagação do vírus. Ele destacou a impossibilidade de protocolos resistirem a um surto em sala de aula, reforçando a necessidade de uma política de redução de danos.

O Desafio do Reforço Escolar e a Merenda

Outro ponto crucial abordado foi a preocupação com o reforço escolar necessário para os alunos após um ano de perdas significativas de conteúdo. O professor usou a metáfora do “copo d’água” para ilustrar a necessidade de retomar o aprendizado, enfatizando que o processo educacional é complexo e não se resume a “repor” conteúdo. Ele também criticou a suspensão do fornecimento da merenda escolar, considerando inaceitável a falta de recursos e a necessidade de políticas públicas que garantam a alimentação das crianças e suas famílias, principalmente em um contexto de cortes no auxílio emergencial.

A Necessidade de Políticas Públicas Integradas

O professor José Marcelino defendeu a necessidade de políticas públicas integradas, que contemplem não apenas a educação, mas também a questão da segurança alimentar das famílias. Ele alertou para a impossibilidade de a educação resolver sozinha o problema da miséria, mas destacou a interdependência entre essas questões. A prioridade, segundo ele, deve ser garantir a alimentação das crianças e o auxílio às famílias em situação de vulnerabilidade.

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