Educadora nega que colocava as crianças em sacos de lixo como forma de punição
A professora Silma Lopes, afastada da Escola Municipal de Ensino Básico de Restinga após acusações de maus-tratos a crianças de 4 e 13 anos, prestou depoimento e negou as acusações.
Versão da Professora
Em seu depoimento de duas horas, Silma negou o uso de saco de lixo para castigar alunos, alegando inspiração na lenda infantil do “homem do saco”. Afirmou que o episódio ocorreu apenas uma vez e negou ameaças a estagiárias. A professora também negou ter passado qualquer tipo de orientação às estagiárias, alegando que essa responsabilidade era da coordenação da Cresce.
Depoimentos e Investigações
O delegado Eduardo Bonfim pretende ouvir novamente as monitoras e a coordenação da Cresce. A professora substituta Priscila Melo também foi ouvida e declarou não ter tomado nenhuma atitude, considerando o ocorrido como uma “brincadeira de mal gosto”, visto que não houve choro ou pedidos de socorro das crianças. Segundo ela, as crianças presentes estavam brincando enquanto o incidente ocorria.
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Desdobramentos e Consequências
As duas professoras permanecem afastadas e podem perder seus empregos caso a sindicância da prefeitura de Restinga confirme as acusações. Silma Lopes pode ser enquadrada na lei de torturas. As estagiárias envolvidas foram desligadas. O caso veio à tona após a mãe de um menino de quatro anos denunciar ao Conselho Tutelar o medo do filho de ir à escola, alegando que era colocado em um saco de lixo. A análise de imagens confirmou a denúncia. O advogado de Silma, Nilsson Carvalho, afirma que as imagens divulgadas foram editadas e que a professora sempre teve conduta correta, utilizando esse argumento na defesa. Ele também solicita acesso ao conteúdo integral das gravações para uma avaliação mais precisa da situação.



