Na lista estão espaços como o cemitério da Saudade, Parque Curupira, Museu Portinari, uma cerâmica em Jaboticabal, entre outros
A professora Andréia Lastória, geógrafa e docente da USP Ribeirão Preto, desenvolveu um trabalho inédito mapeando espaços não formais de ensino na região. Lançado recentemente, o projeto lista locais fora da sala de aula que podem ser utilizados como ambientes de aprendizagem, estimulando professores da rede pública e privada a diversificarem suas práticas pedagógicas.
Espaços para Aprender
O trabalho da professora Andréia inclui espaços tradicionais, como o Teatro Pedro II, e locais menos institucionalizados, como o Parque Curupira. A publicação detalha cada espaço com fotos, informações sobre público-alvo, horários de visitação, acesso, localização e sugestões de atividades e conteúdos curriculares que podem ser explorados em cada local. A ideia é facilitar a saída dos alunos da sala de aula, superando as dificuldades logísticas e de custos que muitas escolas enfrentam.
Viabilizando a Experiência
Para auxiliar na implementação do projeto, Andréia e sua equipe estão oferecendo oficinas gratuitas para professores de história e geografia das redes municipal e estadual. Essas oficinas buscam auxiliar no planejamento de atividades em locais próximos às escolas, como praças, estações meteorológicas, igrejas com obras de arte (como as de Portinari e Bassano Vacarini), cemitérios e outros espaços com potencial educativo. O cemitério, por exemplo, é proposto como um local para abordar temas como diversidades religiosas e tradições culturais.
Leia também
Um Olhar para o Local
O projeto busca valorizar o patrimônio cultural local, mostrando a riqueza de opções educativas presentes em Ribeirão Preto e região. O material está disponível em um blog (fala-grupo-hello.blogspot.com.br) e também em um almanac impresso, com uma tiragem inicial de mil exemplares, contendo cerca de 15 espaços. A intenção é expandir o projeto para outras regiões, criando novos almanacs periodicamente, com o apoio da Pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP. O trabalho incentiva um olhar mais atento para o entorno escolar, reconhecendo o potencial educativo de espaços muitas vezes ignorados, beneficiando tanto alunos quanto a comunidade.



