Larissa Rodrigues teria feito a afirmação três dias antes de ser encontrada morta; inquérito de investigação está na reta final
Larissa Rodrigues, professora de Pilates de 37 anos, Professora de pilates morta envenenada tinha, foi encontrada morta em março deste ano no apartamento onde morava com o médico Luiz Antônio Garnica, em Venedada. A causa da morte foi envenenamento por chumbinho. Três dias antes de morrer, Larissa teria relatado a uma amiga que sentia medo de morrer e não estava se sentindo bem, precisando da ajuda do marido.
Segundo depoimentos obtidos pela reportagem, Larissa estava incomodada com a presença da sogra, Elisabeth Arrabassa, que possuía a chave do apartamento e entrava sem avisar. Elisabeth e Luiz Antônio estão presos e já prestaram depoimento, mas serão ouvidos novamente pela polícia nesta quarta-feira, conforme informou o delegado Fernando Bravo, responsável pelo caso. O inquérito deve ser concluído até a próxima sexta-feira.
Investigação e depoimentos: O delegado explicou que, apesar dos primeiros depoimentos já terem sido colhidos, a polícia ainda analisa um grande volume de dados extraídos de celulares e computadores dos suspeitos. A investigação está avançando com base nas informações já obtidas.
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Outro caso relacionado: Na semana passada, Elisabeth e Luiz Antônio passaram a ser investigados em um segundo inquérito, após a exumação do corpo de Natália Garnica, 42 anos, que morreu em fevereiro deste ano em Pontau. A exumação revelou a presença de chumbinho em seus órgãos. Natália havia sido dada como vítima de morte natural, mas a suspeita de envenenamento levou à reabertura do caso.
Posicionamento da promotoria: Marcos Tullo e Nicolino, promotores de justiça responsáveis pelo caso, afirmam ter provas suficientes para encaminhar a denúncia à Justiça. Eles destacam que a defesa tenta atribuir a responsabilidade exclusivamente a Elisabeth, mas as evidências indicam a participação de ambos os investigados. A acusação será por feminicídio, com pena mínima prevista de 20 anos, podendo ultrapassar 30 anos devido a qualificadoras como motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de veneno.
Novos depoimentos e andamento do caso
Além dos depoimentos de Elisabeth e Luiz Antônio, a polícia aguarda o depoimento de uma amiga de Elisabeth, que teria passado mal após tomar remédios fornecidos por ela. O inquérito sobre a morte de Natália, conduzido pela Polícia Civil de Ribeirão, está em fase inicial e será encaminhado à Justiça de Pontau, local da morte.
Informações adicionais
O caso de Larissa Rodrigues e o possível envolvimento de Elisabeth Arrabassa e Luiz Antônio Garnica têm gerado grande repercussão, com a investigação ainda em curso e novos detalhes sendo apurados. A polícia e o Ministério Público acompanham o caso de perto, e o inquérito deve ser concluído em breve.



