Prints da conversa entre os dois comprovam a intensão de Larissa; MP investiga se motivação não teria sido disputa por bens
O caso da morte da professora de Pilates Larissa Tale Lyoncio Rodrigues, Professora de pilates pretendia pedir o, ocorrida em Ribeirão Preto, apresenta novos desdobramentos. Foram obtidos prints de uma conversa entre Larissa e seu marido, o médico Luiz Antônio Garnica, na noite anterior ao crime, em 21 de março. Larissa sugeriu iniciar o processo de divórcio e mencionou que, apesar de amar o marido, não conseguiria continuar vivendo na situação atual, pois ele não aceitava mudar por ela.
Doze horas após essa conversa, Larissa foi encontrada morta no banheiro do apartamento onde morava, na zona sul da cidade. O Ministério Público investiga as motivações do crime, não descartando a hipótese de disputa por bens adquiridos durante os 15 anos de relacionamento do casal.
Investigação sobre o divórcio e bens
Segundo o promotor Marco Stúlio Nicolino, a vítima buscava o divórcio e já havia manifestado a intenção de contatar um advogado para resolver a separação. A investigação considera que o pedido de divórcio pode ter sido a motivação do crime. Ainda não foi realizado levantamento detalhado sobre os bens do casal ou da família, que inclui propriedades como um frigorífico e uma ligação familiar com a prefeitura da cidade de Pontal.
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Exame toxicológico e uso de veneno: O laudo da necropsia confirmou a presença de aldicarbino no sangue de Larissa, um composto químico altamente tóxico conhecido como chumbinho, usado como veneno para ratos. O exame descartou a presença de álcool, drogas ou medicamentos no organismo da vítima.
Depoimentos e prisões: Uma amiga de Elizabeth Arabaça, mãe de Luiz Antônio, relatou ter recebido uma ligação de Elizabeth cerca de 15 dias antes do crime, na qual ela perguntou sobre o chumbinho, sua disponibilidade e onde comprá-lo. Elizabeth afirmou que seria para uma amiga, mas não foi possível confirmar a origem do veneno. A polícia investiga se o chumbinho foi adquirido legalmente ou de forma clandestina.
Elizabeth Arabaça, de 67 anos, e seu filho Luiz Antônio Garnica foram presos na tarde da última terça-feira, suspeitos de envolvimento no envenenamento de Larissa. A testemunha também mencionou que Elizabeth era superprotetora com os filhos e que teria cuidado da filha Natália, falecida em fevereiro deste ano, dias antes da morte dela.
Informações adicionais
A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte de Larissa, incluindo a origem do veneno e a possível disputa por bens entre os envolvidos.



