Testemunhas detalharam à Polícia que Larissa relatou por algumas vezes passar mal após a mãe do marido visita-la no apartamento
Mãe e filho seguem presos como principais suspeitos da morte por envenenamento da professora Larissa Tale Leãocio Rodrigues, Professora de pilates teria sido envenenada, de 37 anos, em Ribeirão Preto. A prisão temporária de 30 dias foi decretada pela polícia civil com apoio do Ministério Público para garantir a continuidade das investigações sem interferência dos suspeitos.
Investigação e prisão: Luiz Antônio Garnica, médico de 38 anos, e sua mãe, Elizabeth Eugênio, de 68 anos, foram detidos suspeitos de terem envenenado Larissa no apartamento onde ela morava na zona sul da cidade. Luiz Antônio foi preso em seu consultório e levado para a prisão de Santa Rosa de Viterbo, enquanto Elizabeth foi detida em casa e precisou ser socorrida pelo Samu após passar mal durante o depoimento.
Laudo toxicológico e indícios: O laudo toxicológico indicou a presença de chumbinho, substância altamente tóxica, como possível causa da morte da professora. A investigação revelou que a vítima apresentava sintomas de mal-estar frequentes, especialmente quando a sogra saía de sua casa, indicando que o envenenamento pode ter ocorrido de forma contínua ao longo da semana. Testemunhas relataram que Elizabeth teria tentado adquirir chumbinho cerca de 15 dias antes do crime.
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Comportamento suspeito e novos inquéritos
Segundo o delegado Fernando Bravo, Luiz Antônio tentou limpar o apartamento para eliminar provas e chegou a preparar um álibi, tendo ido ao cinema no dia anterior ao encontro do corpo. Além disso, a polícia abriu um novo inquérito para investigar a morte da irmã do médico, ocorrida cerca de um mês antes, também sob suspeita de envenenamento.
Reações das famílias e defesa: O advogado da família de Larissa afirmou que seus clientes não acreditam que Luiz Antônio e Elizabeth sejam responsáveis pela morte da professora e pedem justiça e respeito à memória dela. Já o advogado de defesa do médico declarou que Luiz Antônio é inocente, não escondeu nada e que a prisão não tem fundamento até o momento, ressaltando que a defesa ainda não teve acesso à ordem de prisão.
Informações adicionais
Se condenados, mãe e filho podem cumprir mais de 30 anos de prisão, pois o crime apresenta indícios de motivo torpe, ausência de possibilidade de defesa da vítima e agravante pelo fato de um dos suspeitos ser o marido da vítima. Larissa e Luiz Antônio estavam juntos há 15 anos.



