Diretora da escola de Franca onde a funcionária trabalhava descobriu que médico responsável pelo atestado está afastado há meses
Uma professora de uma escola estadual em Franca está sendo investigada pela polícia sob suspeita de apresentar atestados médicos falsos para justificar suas ausências no trabalho. A investigação teve início após a diretora da instituição de ensino registrar um boletim de ocorrência, ao descobrir que o médico cuja assinatura constava nos atestados está afastado de suas funções há meses devido a problemas de saúde.
A educadora leciona na Escola Estadual Professora Helena Curi de Taca, localizada no bairro Jardim Intropical 1, onde atende alunos do ensino fundamental e médio.
A Descoberta da Irregularidade
De acordo com o boletim de ocorrência, a diretora da escola procurou as autoridades policiais após receber, por e-mail, uma cópia de um atestado médico da professora. O documento indicava um afastamento de dois meses, concedido por um urologista. A diretora relatou ter desconfiado da autenticidade do atestado ao tomar conhecimento de que o médico supostamente responsável pela assinatura também se encontrava afastado por motivos de saúde.
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A Confirmação da Falsidade
Ao verificar a informação no hospital e no consultório do médico, a diretora constatou que o profissional não havia emitido os documentos, pois estava em tratamento médico. O médico confirmou que a professora é sua paciente, mas negou ter preenchido ou assinado qualquer atestado nos últimos meses, devido à sua licença. Ele também negou ter emitido um atestado semelhante apresentado pela professora em maio.
Posicionamento da Secretaria de Educação
A Secretaria de Estado da Educação informou, por meio de nota, que a diretoria regional de ensino de Franca instaurou uma apuração para esclarecer os fatos.
O caso segue em investigação para determinar a extensão da fraude e as medidas cabíveis.



