Laudo no smartphone de Larissa revelou que o aparelho deixou de ser usado próximo das 23h, quando Elizabete estava com ela
O primeiro laudo da perícia realizada no celular da professora Larissa Rodrigues, Professora envenenada usou celular pela última, que morreu envenenada com chumbinho, indica que ela deixou de usar o telefone por volta das 23 horas do dia 21 de março. Na mesma noite, a sogra de Larissa, Elizabeth Arrabassa, esteve no apartamento da vítima entre 20h45 e 00h10, conforme registros do livro de portaria do condomínio.
A última imagem de Larissa com vida mostra que ela utilizava o celular às 19h27 do dia 21 de março. A polícia ainda investiga o que ocorreu entre esse horário e a confirmação da morte, às 10h34 do dia seguinte.
Investigação e perícia: O promotor do caso, Marco Stúlio Nicolino, afirmou que é possível que Larissa tenha sido envenenada durante o período em que Elizabeth esteve no prédio. Segundo ele, a vítima pode ter apresentado os primeiros sintomas de intoxicação por chumbinho enquanto a sogra ainda estava no local, já que o celular de Larissa parou de ser usado perto das 23 horas e a morte ocorreu entre 4 e 5 horas da manhã, indicando que ela já passava mal durante a madrugada.
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Aparelhos apreendidos: Além do celular de Larissa, a polícia apreendeu três celulares de Luiz Antônio Garnica, um aparelho da mulher com quem ele mantinha um relacionamento extraconjugal e outro de Elizabeth Arrabassa. A extração dos dados desses dispositivos, que pode incluir recuperação de arquivos excluídos, ainda está em andamento e não há previsão para a conclusão dos resultados.
Prisões e situação atual: Luiz Antônio Garnica está preso na cadeia de Santa Rosa de Viterbo, enquanto Elizabeth Arrabassa está detida na unidade prisional de São Joaquim da Barra. A defesa de Elizabeth aguarda a ficha de atendimento na UPA de São Joaquim da Barra para solicitar prisão domiciliar, após ela ter passado mal e recebido atendimento no pronto-socorro no fim de semana. A defesa de Luiz Antônio Garnica nega que ele tenha cometido o crime.
Informações adicionais
O Ministério Público segue acompanhando as perícias e investigações para esclarecer os detalhes do caso, que envolve um processo complexo de análise de dados digitais e registros de acesso ao condomínio.



