Uma professora de Ribeirão Preto relatou ter sido ameaçada de morte após o furto da moto dela, ocorrido na última semana. Segundo boletim de ocorrência, um homem entrou em contato por telefone dias após o crime, afirmou ser o autor do furto e exigiu o pagamento de R$ 4 mil para devolver o veículo.
Durante a ligação, o suspeito citou informações pessoais da vítima, como endereço, profissão e detalhes sobre os filhos dela. O caso é investigado pela Polícia Civil. O furto aconteceu na madrugada do dia 30 de abril, em um condomínio no bairro Jardim Castelo Branco, na zona leste de Ribeirão Preto. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois criminosos chegaram a pé ao local e saíram rapidamente com a moto da vítima.
Dias depois, a professora recebeu uma ligação de um homem que alegou ter participado do crime. Segundo o relato, ele perguntou se seria ela ou o seguro quem pagaria pelo veículo e exigiu R$ 4 mil para a devolução da moto. A vítima afirmou que tentou combinar a entrega do dinheiro pessoalmente, mas encerrou a ligação após receber ameaças de morte. O veículo furtado era o único meio de locomoção da professora e não possuía seguro.
Especialistas orientam que vítimas desse tipo de crime não realizem pagamentos aos criminosos. Segundo o advogado ouvido pela reportagem, esse tipo de abordagem pode se tratar de uma nova tentativa de golpe e extorsão. A recomendação é registrar boletim de ocorrência imediatamente, além de guardar provas como números de telefone e gravações das ligações recebidas. Essas informações podem ajudar a polícia a identificar os suspeitos e avançar nas investigações do caso.
Além do furto qualificado, o caso pode configurar crime de extorsão, o que aumenta a gravidade da situação e as penas previstas na legislação. Segundo o advogado consultado, as penas somadas podem chegar a até 18 anos de prisão em regime fechado. A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que as investigações seguem em andamento e que, até o momento, ninguém foi preso. Informações podem ser repassadas anonimamente pelos telefones 190 e 181.



