Unidade escolar foi alvo de ladrões na madrugada desta quinta-feira (12); elas cobram mais segurança no prédio
Mais uma escola municipal de Ribeirão Preto foi alvo de invasão, obrigando a suspensão das aulas na Creche Deolinda Gasparini, localizada na Rua Abílio Sampaio, Vila Virgínia.
Invasão e furto na Creche
Ladrões arrombaram a cerca de concertina e invadiram a creche na madrugada. A suspeita é de que tenham partido de um prédio abandonado na Rua Rangé Pestana, próximo à escola. O prédio, em estado precário, abriga diversos objetos como marmitas, roupas e sapatos, indicando ocupação irregular. Os criminosos levaram toda a fiação elétrica, quatro torneiras e o ar condicionado. Nenhuma sala de aula foi invadida, mas a falta de energia suspendeu as aulas para as 278 crianças de zero a três anos.
Revolta e Insegurança
Professoras expressaram revolta e preocupação com a falta de segurança. Luciana de Mello relatou a recorrência de invasões e furtos, destacando a insegurança e a falta de providências. Elisângela Baltazar reforçou a ausência de vigilância durante o período escolar, permitindo fácil acesso à escola e colocando em risco a segurança de crianças e professores. Angélica Albuquer queixou-se também da falta de materiais, frequentemente comprados pelas próprias professoras, e que também foram levados no furto. O pedreiro Francisco Barbosa, que realiza obras na escola, teve todo o seu material de trabalho roubado.
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Resposta da Prefeitura
A Secretaria Municipal de Educação informou o registro de boletim de ocorrência e que equipes de engenharia estão avaliando os danos. A previsão é de que a energia elétrica seja restabelecida e as aulas retomadas no dia seguinte. A pasta anunciou licitação para instalação de 2 mil câmeras de segurança em todas as 108 escolas municipais. Quanto ao prédio abandonado próximo à escola, a assessoria de imprensa da empresa responsável pela manutenção do local informou que ele passa por limpeza e manutenção constantes, a última em maio de 2023. No entanto, a reportagem constatou a falta de segurança e o estado precário do local, com sinais de ocupação irregular. A prefeitura ainda não se manifestou sobre a falta de segurança na escola e a falta de equipamentos para os professores.



