Medida é um protesto contra a volta às aulas presenciais nas escolas do Estado
Professores da rede estadual de São Paulo decidem entrar em greve a partir de segunda-feira, em protesto contra a volta às aulas presenciais.
Motivos da Greve
A greve, aprovada por 91,7% dos cerca de 5 mil professores que participaram da assembleia virtual da Aposp (sindicato da categoria), ocorre devido à preocupação com a volta às aulas presenciais sem que todos os profissionais da educação estejam vacinados. A Aposp defende a retomada das aulas presenciais somente após a imunização completa dos educadores.
Posicionamentos
O governo paulista argumenta que as escolas estaduais estão preparadas para garantir a segurança de alunos e professores, e que o retorno presencial é crucial devido às dificuldades de aprendizagem durante o ensino remoto e à falta de acesso à internet por parte de muitos alunos. A Secretaria Estadual da Educação afirma ainda que nenhuma transmissão de Covid-19 foi registrada em escolas estaduais que já haviam reaberto para atividades extracurriculares. Por outro lado, a Aposp, representando uma parcela significativa dos 190 mil educadores da rede, mantém sua posição contrária ao retorno presencial sem a vacinação completa.
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Impactos e Próximos Passos
Com o início das aulas presenciais previsto para segunda-feira, com revezamento para atender até 35% dos alunos, a greve promete impactar significativamente o calendário escolar. A Justiça já tentou vetar a volta presencial, mas sem sucesso. Enquanto isso, a prefeitura de Ribeirão Preto remarcou o início das aulas na rede municipal para 1º de março. A situação permanece tensa, com a possibilidade de paralisação das aulas estaduais já na próxima segunda-feira.



