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Professores da rede estadual de ensino entram em greve e aulas seguem normalmente em Ribeirão Preto

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Greve professores rede estadual
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Professores da rede estadual de São Paulo anunciam greve por melhores salários e condições de trabalho, além de outras reivindicações. A paralisação foi decidida em assembleia pelos sindicatos da categoria na última sexta-feira.

Principais Reivindicações

De acordo com Mauro Inácio, coordenador regional da Apeoesp (Associação dos Professores do Estado de São Paulo) em Ribeirão Preto, as escolas já estão sendo informadas sobre a greve. Ele espera uma adesão ainda maior nos próximos dias. A principal demanda da categoria é um aumento de 75,33% para compensar as perdas salariais em relação a outras categorias com formação de nível superior. Além disso, os professores reivindicam melhores condições de trabalho e o abastecimento de água para toda a população.

Impacto nas Escolas e Reposição das Aulas

O coordenador regional da Apeoesp garante que os alunos não serão prejudicados pela greve, pois as aulas perdidas durante a paralisação serão repostas. “O aluno não terá prejuízo. Todas as aulas serão repostas, nós vamos ter um projeto de reposição dessas aulas”, afirmou Inácio. Ele também apela para o apoio dos pais e responsáveis, argumentando que eles estão cientes da precarização e sucateamento das escolas, e que a greve é uma forma de chamar a atenção do governo para essa realidade.

Contraponto da Secretaria Estadual de Educação

Procurada, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que a Apeoesp não representa a maioria dos professores da rede e ressaltou que os docentes deverão comparecer às aulas. A Seduc também destacou que, em conjunto com os servidores, montou um plano de carreira que estabeleceu um aumento acumulativo de 45% em quatro anos, e que o piso salarial paulista está 26% maior do que o nacional. No entanto, essa informação foi contestada pelo coordenador da Apeoesp, que a classificou como “mentira do secretário, mentira do governo”. Segundo Inácio, o reajuste salarial concedido nos últimos anos apenas repôs as perdas inflacionárias.

A paralisação busca sensibilizar o governo para as necessidades urgentes da educação e garantir um futuro melhor para os profissionais e alunos da rede estadual.

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