Categoria pede reajuste salarial e regulamentação das funções; cerca de 1,8 mil alunos estão sem aula desde segunda-feira
Professores das redes municipais de Sales Oliveira e Miguelópolis iniciaram uma greve, paralisando as atividades escolares e impactando a vida de cerca de 1.800 alunos. A principal motivação por trás da paralisação é a busca por reajustes salariais e a regulamentação das funções desempenhadas pelos docentes.
Reivindicações em Sales Oliveira
Em Sales Oliveira, a greve é liderada pelos professores do ensino fundamental, que almejam a equiparação salarial com os profissionais que atuam no ensino infantil. Além da questão salarial, os 37 servidores que aderiram à paralisação também exigem o retorno do vale-alimentação, que foi suspenso em outubro do ano anterior. A paralisação afeta diretamente a Escola Municipal de Ensino Fundamental Senhor José Coutinho.
A prefeitura de Sales Oliveira se manifestou por meio de nota, informando que representantes do executivo municipal se reuniram com os professores em 22 de março, estabelecendo um prazo de 10 dias para que a administração apresentasse uma resposta formal às reivindicações. A prefeitura também ressaltou que os professores do ensino fundamental 1 de Sales Oliveira já recebem um salário de R$ 2.335,24, considerado o maior da região para docentes da rede municipal.
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Protestos em Miguelópolis
Em Miguelópolis, aproximadamente 80 docentes estão protestando contra uma emenda que está em discussão na Câmara Municipal. Essa emenda propõe a exclusão dos professores da Educação Básica 2 do projeto de lei que regulamenta a aposentadoria da categoria. A prefeitura alega que a aprovação dessa emenda é inviável.
A Câmara de Miguelópolis, por sua vez, negou ter aprovado a emenda modificada, informando que o projeto foi protocolado em 28 de março e está previsto para ser discutido na sessão da próxima segunda-feira. No entanto, a pauta tem um prazo de até 90 dias para ser apreciada pelos vereadores.
Impasse e Perspectivas
A prefeitura de Sales Oliveira alega que o reajuste salarial é inviável devido a uma dívida de R$ 3 milhões com o INSS, herdada pela administração. A concessão de aumento, segundo a prefeitura, poderia gerar mais dívidas e levar ao descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. As negociações seguem em andamento, buscando um acordo que atenda às demandas dos professores e esteja dentro das possibilidades financeiras dos municípios.
O movimento grevista demonstra a insatisfação dos professores com as condições de trabalho e salariais, evidenciando a necessidade de um diálogo construtivo entre as partes para encontrar soluções viáveis e garantir a qualidade da educação nas redes municipais.



