Profissionais alegam que os vencimentos estão atrasados há três meses; programa oferece aulas gratuitas de música e dança
Professores do projeto Kabuki realizaram um protesto na prefeitura de Ribeirão Preto cobrando o pagamento de salários atrasados há três meses. O coordenador do projeto, Gézié Au Paiva, afirma que o repasse de R$ 50 mil mensais da Secretaria da Assistência Social foi suspenso devido a uma denúncia de irregularidades, cuja defesa já foi apresentada pela equipe do Kabuki.
Salários atrasados e gastos do próprio bolso
Os professores relatam que, além de não receberem seus salários, tiveram que arcar com despesas do Festival Kabuki, a apresentação de final de ano dos alunos. Erick Kruz, professor de piano e coral, destaca o esforço para não frustrar as crianças, mesmo diante das dificuldades financeiras: “A gente cumpriu com todo o objetivo que a Semas pediu para a gente, mesmo sem salário de três meses, a gente produziu o nosso festival porque o importante para a gente era as nossas crianças, não frustrá-las diante dessa situação”.
Apoio e acompanhamento político
Ingrid Ferreira Prado, professora da rede municipal e mãe de alunos do Kabuki, apoia o protesto, enfatizando a importância do projeto para as crianças. O vereador Alessandro Maraca acompanha o caso e, após conversa com a prefeitura, espera que a situação seja resolvida ainda hoje, com a Secretaria da Fazenda realizando o pagamento dos professores.
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O projeto Kabuki, fundado em 1995, oferece aulas gratuitas de teatro, dança e música para crianças e jovens de 8 meses a 21 anos. A expectativa é que a situação dos salários atrasados seja resolvida em breve, garantindo a continuidade do trabalho desenvolvido pelo projeto.



