Na terceira e última fase de pesquisa, medicamento deve prevenir os quatro tipos da doença em apenas uma dose
Mais de 200 profissionais da saúde, incluindo professores e alunos da Universidade de São Paulo (USP), participaram de debates sobre a aguardada vacina contra a Dengue, que promete imunização com dose única contra os quatro sorotipos da doença. A pesquisa encontra-se na fase final de testes.
Avanços nos Testes Clínicos
A terceira fase de testes, iniciada em 22 de fevereiro, foi detalhada pelo diretor do Instituto Butantan, Jorge Calil, que apresentou os resultados já comprovados em humanos. A vacina representa um avanço crucial, considerando os 300 milhões de casos de Dengue registrados anualmente no mundo, em uma população suscetível estimada em 3 bilhões. No Brasil, são mais de 3 milhões de casos por ano, com 1,5 milhão de notificações e um número elevado de óbitos.
Como a Vacina Atua
A vacina foi desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos do vírus da Dengue, que circulam em diferentes regiões. A nova fase de testes envolve a vacinação de 1.200 voluntários pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, uma das 14 instituições credenciadas para realizar os testes clínicos no país. Ao todo, 17 mil voluntários em todo o Brasil participarão da imunização. Após a conclusão desta etapa, a vacina será submetida à avaliação da Anvisa para registro.
Leia também
Desafios e Expectativas
A previsão é que os testes durem cerca de um ano, dependendo da agilidade na obtenção de financiamentos. A realização de uma operação em 14 centros de pesquisa no país, envolvendo 17 mil pessoas e um grande número de análises, demanda recursos significativos. O médico infectologista e pesquisador da USP de Ribeirão Preto, Benedito Lopes da Fonseca, destacou a rapidez da evolução dos estudos e os benefícios que a vacina proporcionará. A expectativa é que, após a conclusão da fase 3 e a aprovação para uso em humanos, a vacina esteja disponível em breve.
O desenvolvimento da vacina contra a Dengue representa um passo importante para a saúde pública, com potencial para reduzir significativamente a incidência da doença e o número de mortes associadas.



