Grevistas dizem que a faltam de profissionais e de estrutura adequada não garantem boas condições de trabalho
Professores e funcionários das ETECs e FATECs de São Paulo cruzaram os braços em greve por tempo indeterminado. A paralisação, iniciada em 2 de atrássto, afeta diversas unidades do estado, incluindo a região de Ribeirão Preto.
Motivos da Greve
A principal reivindicação dos trabalhadores é a recomposição salarial, com uma defasagem acumulada de 53,23% desde 2020. A pandemia e a inflação contribuíram significativamente para esse cenário, com aumentos salariais concedidos pelo governo sendo insuficientes para compensar as perdas. Além disso, os profissionais denunciam sobrecarga de trabalho devido à falta de pessoal, estrutura inadequada e equipamentos tecnológicos desatualizados.
Outro ponto crucial da greve é a revisão do plano de carreira, parado desde 2014, e o pagamento de uma bonificação por resultados atrasada. Professores com mestrado e doutorado reclamam de enquadramento salarial inadequado, não refletindo a titulação conquistada.
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Impactos da Paralisação
As aulas estão suspensas nas unidades em greve, impactando diretamente os alunos. Em Ribeirão Preto, a ETEC teve suas atividades totalmente paralisadas. Em outras cidades como Jaboticabal e Sertãozinho, a adesão à greve nas FATECs também vem crescendo, com a suspensão gradual das aulas. As instituições estão comunicando os alunos e seus responsáveis sobre a situação.
O governo de São Paulo, em nota, afirma que adotará medidas para minimizar os prejuízos aos estudantes, que a bonificação de 2022 será paga até outubro (possivelmente antecipada para setembro), e que um reajuste acima da inflação já foi concedido. Um estudo para o novo plano de carreira está em andamento e será analisado até setembro. O governo também reiterou o compromisso com o investimento em ETECs e FATECs para ampliar o acesso à educação profissional gratuita.



