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Professores podem ficar sem férias por causa da desistência dos Jogos Abertos

Docentes trabalharam no período de férias porque entrariam em recesso durante a realização da competição
Professores sem férias
Docentes trabalharam no período de férias porque entrariam em recesso durante a realização da competição

Docentes trabalharam no período de férias porque entrariam em recesso durante a realização da competição

A determinação judicial que obriga as escolas de Ribeirão Preto a manterem as aulas, mesmo após o cancelamento dos Jogos Abertos do Interior, gerou grande insatisfação entre professores e alunos. O calendário escolar de 2015 foi alterado em função do torneio, resultando na supressão das férias de julho e no adiamento do recesso para outubro. Agora, com a decisão judicial, a situação se tornou ainda mais complexa.

Impacto no Calendário Escolar e na Saúde dos Professores

Segundo o secretário da Educação de Ribeirão Preto, Angelo Invernize, a mudança no calendário prejudicou a todos. Professores municipais e suas associações se mobilizaram para discutir possíveis soluções, uma vez que muitos já haviam planejado viagens e atividades para o período de outubro e novembro. A ausência de férias em julho, somada à perspectiva de trabalhar sem descanso em outubro, levanta preocupações sobre a saúde física e mental dos docentes. A falta de um período de descanso adequado pode comprometer o desempenho pedagógico e a qualidade do ensino.

Mobilização dos Professores e Busca por Soluções Legais

Diante da situação, representantes dos professores se mobilizaram e buscaram apoio jurídico para reverter a decisão. Uma reunião foi agendada para discutir o caso, com a participação do sindicato, do Conselho de Pais e Mestres (CPM), da Proferp, do conselho de escola e da Associação de Pais e Mestres. O objetivo é apresentar a questão social ao promotor e ao juiz, buscando uma solução que minimize os prejuízos para os professores e alunos.

Posicionamento da Secretaria Estadual de Educação e do Ministério Público

A Secretaria Estadual da Educação informou que cumprirá a liminar, garantindo os 200 dias letivos sem prejuízo ao ensino. O promotor do caso, Ramon Lopes Neto, atribui o problema à prefeitura, que poderia ter realizado os jogos em outros locais, sem utilizar as escolas como alojamento. Ele defende os professores e sugere que a prefeitura encontre alternativas para compensar o período de descanso não usufruído, como atividades culturais e esportivas.

A busca por um acordo que respeite os direitos dos professores e garanta a qualidade do ensino continua sendo o foco das discussões.

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