Docentes protestaram na manhã desta quarta, no Palácio Rio Branco, e também pediram isolamento de escola com surto da doença
Educadores da rede municipal de ensino de Ribeirão Preto realizaram um protesto em frente à prefeitura, utilizando máscaras cirúrgicas, em resposta a um possível surto de H1N1 no Colégio de Educação Infantil João da Cruz Moreira, localizado no bairro Valentina Figueiredo, na zona Norte da cidade.
Reivindicações e Respostas da Administração
O grupo de manifestantes foi recebido pelo secretário da Educação, Ângelo Henverniz López, e pela representante da Secretaria da Saúde, Darlene Mestriné, no Palácio Rio Branco. Os docentes exigiram ações mais eficazes na unidade escolar, especialmente após o falecimento da professora Olímpia Bort, de 39 anos, no último sábado. Além da morte, outros casos suspeitos entre profissionais e alunos foram registrados, conforme relatado pela professora Aparecida Nascimento, que também está em tratamento.
A professora Nascimento detalhou a situação: “O professor Ediana foi ao médico e já iniciou o tratamento com Tamiflu, assim como a professora Isabelte e eu mesma. Estou no quarto dia de Tamiflu, pois tenho bronquite e me enquadro no grupo de risco. Temos duas crianças com casos confirmados que estão em casa, e uma criança, que era aluna da professora Olímpia, está hospitalizada.”
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Pânico e Medidas Preventivas
Aparecida Nascimento relatou que pais e professores estão em pânico devido ao surgimento de novas suspeitas de H1N1, dias após a morte da educadora, que já havia sido vacinada em 2015. “Morreu uma colega, uma mãe que não tinha problemas de saúde e estava vacinada”, lamentou.
Durante a reunião, surgiu a informação de outra professora hospitalizada com suspeita da doença. Os representantes do poder público informaram que, diferentemente de outras doenças, não há muito o que fazer, já que o isolamento da unidade é inviável e a suspensão das aulas não pode ser feita no momento. A representante da Secretaria da Saúde, Darlene Mestrener, enfatizou que as medidas já anunciadas, como lavar bem as mãos, devem ser intensificadas na unidade.
Insatisfação e Novas Estratégias
Os professores abandonaram a reunião insatisfeitos com o resultado e anunciaram que transferirão as aulas para o pátio da escola João da Cruz Moreira, a partir de amanhã, evitando a aglomeração das crianças em ambiente fechado nas salas. Alessandra Oliveira, uma das professoras que adotará a medida, explicou: “Recebemos da saúde a orientação de que devemos lavar as mãos, que é a melhor medida preventiva, mas temos diferentes casos. Temos crianças de 0 a 3 anos, onde o contato físico do professor com a criança é muito maior. Tanto é que o número de casos de crianças infectadas e de professores nessa faixa etária é maior. A Secretaria da Educação e da Saúde também deveriam pensar dessa forma.”
A Secretaria da Saúde informou que uma nova reunião com a participação de médicos, especialistas e representantes da administração municipal deve acontecer na tarde desta quinta-feira.
Diante da situação, a comunidade escolar busca alternativas para mitigar os riscos e garantir a segurança de todos.



