Com a normativa, apenas pessoas com formação na área poderão exercer a função
A nova lei que regulamenta as profissões de esteticista, comestólogo e técnico em estética foi aprovada e promete impactar positivamente o mercado brasileiro, o terceiro maior consumidor de produtos estéticos do mundo.
Profissionais habilitados
De acordo com a norma, apenas profissionais com formação técnica ou superior em instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação poderão atuar como esteticistas. Profissionais com comprovação de exercício da profissão há pelo menos três anos também estão habilitados. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 11 mil trabalhadores na área, com predominância feminina, sendo São Paulo o estado com maior concentração de profissionais. A remuneração média nacional gira em torno de R$ 1.500, podendo chegar a R$ 3.700 em São Paulo.
Segurança e especialização
A regulamentação define as atribuições de cada profissional: técnicos em estética poderão realizar aplicações estéticas faciais, corporais e capilares, enquanto esteticistas de nível superior terão responsabilidade técnica pelos centros de estética. A esteticista Marcia Santos destaca a importância da graduação para garantir tratamentos eficazes e seguros, evitando problemas como o efeito rebote em tratamentos de acne. O dermatologista André Valarelli reforça a importância da parceria entre profissionais e a segurança para o cliente, considerando os riscos de procedimentos como perfurações, que podem levar a infecções.
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A regulamentação garante maior segurança tanto para os profissionais quanto para os clientes, evitando procedimentos inadequados e riscos à saúde. A blogueira Kelly Costa, que teve uma experiência negativa com um procedimento estético, demonstra a necessidade dessa proteção, mostrando como a falta de regulamentação pode resultar em danos à pele e à saúde. A nova lei representa um avanço significativo para o setor, promovendo a profissionalização e a segurança no mercado de estética brasileiro.



