OMS disse que pico de casos da Covid-19 pode acontecer em atrássto; pesquisador Rodrigo Stábeli comentou sobre a situação
Apesar de declarações recentes sobre uma possível estabilização da pandemia de COVID-19, profissionais de saúde alertam para a gravidade da situação, com crescimento contínuo de casos e mortes.
Cenário preocupante e falta de dados precisos
Segundo o professor e pesquisador Rodrigo Stabile, da Fiocruz, o Brasil ainda não atingiu o pico da pandemia, previsto para atrássto pela OMS. A dimensão continental do país e a disseminação do vírus por diferentes regiões dificultam a obtenção de dados precisos sobre a taxa de infecção. Entretanto, o aumento de 53% nas mortes relacionadas à COVID-19 nos últimos três meses indica que a situação está longe de ser controlada.
Medidas insuficientes e desigualdade social
Stabile critica a falta de medidas efetivas de contenção por parte do governo brasileiro, impactando negativamente tanto a saúde quanto a economia. A ocupação de leitos de UTI permanece alta (em torno de 90%), expondo a fragilidade do sistema de saúde e a grande desigualdade social. A doença avança mais rapidamente em periferias, atingindo populações vulneráveis que muitas vezes precisam se deslocar para trabalhar, disseminando o vírus.
Leia também
Aumento de leitos não garante controle
A abertura de novos leitos de UTI, embora necessária, não significa controle da pandemia. Stabile enfatiza que o controle efetivo só é possível com rastreamento de contatos e isolamento adequado, algo que não está acontecendo em larga escala. A transmissão comunitária disseminada, com alta ocupação de leitos de UTI e enfermaria, demonstra a gravidade da situação. A situação em lares de idosos, com surtos e altas taxas de letalidade, evidencia a vulnerabilidade dessas populações e a necessidade de medidas urgentes.
O combate ao vírus é fundamental para a retomada econômica. Ações de isolamento social e medidas de saúde pública são cruciais para controlar a pandemia e evitar mais mortes. A compreensão da população e a união de esforços são essenciais para superarmos essa crise.



