Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
A Prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta críticas e protestos devido à decisão de contratar funcionários terceirizados para cumprir a jornada de 30 horas semanais na área da saúde. A medida, que visa adequar os gastos com a folha de pagamento, tem gerado insatisfação entre enfermeiros e auxiliares, que temem ser prejudicados pelo critério de prioridade na escolha das unidades de atuação, baseado no tempo de serviço.
Entenda a Contratação e o Remanejamento
A prefeitura confirmou que a mão de obra será suprida pela Fundação Santa Lídia, responsável pelos funcionários da UPA e do Hospital Santa Lídia. A decisão foi tomada após o município ultrapassar o limite prudencial de gastos com a folha de pagamento, o que impossibilitou a contratação de novos servidores concursados. A Secretaria de Saúde planeja contratar cerca de 240 terceirizados, impactando os gastos municipais em R$ 900 mil por mês.
Revolta e Possível Paralisação
Profissionais da saúde se organizam para uma possível paralisação, mantendo apenas os atendimentos de urgência e emergência. O deslocamento de pacientes entre as unidades também será suspenso como forma de protesto. Um manifesto está agendado em frente à Câmara Municipal, onde os trabalhadores pretendem expressar sua oposição à medida.
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O Posicionamento do Sindicato e da Prefeitura
O sindicato dos servidores públicos se mostrou descontente com a contratação de terceirizados, alegando que profissionais estão sendo remanejados para dar lugar aos novos contratados. A prefeitura, por outro lado, nega a paralisação e afirma que todos os profissionais de saúde estão trabalhando normalmente. A administração municipal argumenta que a terceirização é necessária para cumprir a jornada de 30 horas sem comprometer as finanças públicas.
A situação permanece tensa, com profissionais da saúde buscando alternativas para reverter a decisão e garantir seus direitos.



