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Profissionais de enfermagem paralisam atividades nas unidades do HC em Ribeirão

Grupo pede melhorias nas condições de trabalho e a liberação do piso salarial; cerca de 300 pessoas aderiram ao protesto
greve enfermagem Ribeirão Preto
Grupo pede melhorias nas condições de trabalho e a liberação do piso salarial; cerca de 300 pessoas aderiram ao protesto

Grupo pede melhorias nas condições de trabalho e a liberação do piso salarial; cerca de 300 pessoas aderiram ao protesto

Enfermeiros do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto cruzaram os braços nesta quarta-feira em protesto contra a suspensão do pagamento do piso salarial da categoria. Apenas serviços urgentes e essenciais foram mantidos.

Paralisação por tempo indeterminado

A paralisação, que teve início pela manhã, envolveu cerca de 300 funcionários das unidades Campos e Central do hospital. Os trabalhadores se concentraram no pátio da instituição com faixas reivindicando melhorias salariais e a regulamentação da jornada de trabalho. Segundo o presidente da Associação dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem de Ribeirão Preto, Evaldo Nascimento, a paralisação deve durar pelo menos 24 horas.

Impasse com o piso salarial

O impasse se concentra na suspensão do pagamento do piso salarial, garantido pela Lei 2564/2023. A CNS (Conselho Nacional de Saúde) entrou com uma ação que impede o repasse dos recursos, gerando mobilização nacional da categoria. A enfermagem luta pela revogação da decisão e por projetos que garantam o repasse de verbas para hospitais filantrópicos, Santas Casas e prefeituras, que enfrentam dificuldades para arcar com o pagamento do piso. Hospitais privados, que lucram bilhões, são criticados por não cumprirem a lei.

Mobilização Nacional

O sindicato de saúde do estado de São Paulo orienta a manutenção de 30% dos profissionais para garantir atendimentos de urgência e emergência, enquanto os atendimentos eletivos são remarcados. Até o momento, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e a Secretaria de Estado da Saúde não se manifestaram sobre a paralisação. A mobilização nacional da enfermagem deve se intensificar caso o piso salarial não seja cumprido, com a possibilidade de novas manifestações e paralisações.

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