Executivo prometeu analisar a situação dos integrantes, que estão parados desde março
Há quase seis meses, os trenzinhos da alegria estão parados em Ribeirão Preto, causando grande angústia aos profissionais que dependem dessa atividade para sobreviver. A cidade, mantida na fase amarela do Plano São Paulo, permitiu a volta gradual de alguns setores, mas a liberação dos trenzinhos ainda não foi definida.
Profissionais em situação crítica
Elane Leme, que trabalha com trenzinhos há 30 anos ao lado do marido, relata dificuldades financeiras e emocionais devido à paralisação. A situação é tão grave que o casal chegou a cogitar vender o trenzinho. A associação estima que cerca de 30 trenzinhos registrados e 300 famílias dependem dessa renda em Ribeirão Preto.
Luta pela retomada das atividades
Laisa Rona, proprietária de um trenzinho que circula no Parque dos Servidores, também enfrenta dificuldades, mas não pensa em desistir. Ela e outros profissionais não pedem a volta imediata sem restrições, propondo medidas como esterilização completa entre as viagens, redução do número de passageiros e uso obrigatório de máscaras, álcool em gel e aferição de temperatura. Um grupo de mais de 20 profissionais foi até o Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura, para pedir um posicionamento. Foram orientados a enviar um ofício com os protocolos de segurança propostos.
Leia também
- Suspensão das atividades usina santa elisa: Usina Santa Elisa tem atividades suspensas e ao menos 1.200 funcionários são impactados
- Vereadores que estudam PPP da Iluminação cobram transparência após reunião entre Governo Federal e Prefeitura
- Famílias cobram pela punição dos responsáveis por acidente aéreo em Vinhedo
Esperança em retomada parcial
A Prefeitura informou que a liberação só seria possível em setembro, após 28 dias na fase amarela. No entanto, o setor espera uma retomada parcial antes de outubro, mês em que se comemora o Dia das Crianças, data de maior faturamento do ano. A situação dos profissionais que trabalham com os trenzinhos da alegria em Ribeirão Preto demonstra a necessidade de soluções flexíveis e seguras para a retomada das atividades, garantindo a subsistência das famílias envolvidas e a segurança dos passageiros.



