Restos mortais de uma garota de programa, encontrados no último dia 13, tinham sinais de tortura, segundo a perícia
Três garotas de programa foram brutalmente assassinadas em Ribeirão Preto desde abril, causando preocupação e revolta na cidade. Entre as vítimas, duas eram mulheres transexuais.
Investigação em Andamento
A Polícia Civil investiga os três casos. O mais recente envolve Rafaela de Jesus Moraes, 33 anos, cujo corpo foi encontrado em 3 de dezembro. Apesar da falta do exame de DNA, a identificação foi possível por meio da comparação de exames de high-cheese fornecidos pela família. Rafaela estava desaparecida desde o fim de novembro e havia saído para trabalhar no dia do seu sumiço. Segundo o delegado responsável, há indícios de tortura, com a presença de cordas e marcas de queimaduras no local onde o corpo foi achado. Nos casos anteriores, o de Márcia, encontrada morta em 9 de abril em sua casa no bairro Vila Palma, e o de Milena, ocorrido no primeiro semestre, também há marcas de violência. Embora não haja prisões até o momento, a polícia afirma ter fortes indícios sobre o suspeito do assassinato de Rafaela, mantendo os detalhes em sigilo. O delegado descarta, por enquanto, a participação da mesma pessoa nos três crimes.
Insegurança e Impacto Social
Garotas de programa atendidas por organizações que apoiam minorias em Ribeirão Preto relatam aumento da insegurança após os crimes. A violência é repudiada por uma assistente social da ONG Vitória Régia, que oferece apoio jurídico e psicológico a pessoas que trabalham com atividades sexuais, atribuindo-a à intolerância a esse tipo de trabalho. A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Ribeirão Preto acompanha as investigações e oferece apoio às vítimas.
As investigações seguem em andamento, com a Polícia Civil buscando esclarecer os detalhes de cada caso e determinar se há ou não ligação entre os crimes. A cidade acompanha com apreensão o desenrolar dos fatos e a busca por justiça para as vítimas.



