Presidente do Instituto Butantan explica a eficácia do programa que promete ser um dos maiores da América Latina
O governo de São Paulo anunciou um programa inovador para o combate ao câncer: a produção em larga escala de uma terapia genética. Este tratamento, que utiliza as próprias células de defesa do paciente, promete ser o maior programa de combate ao câncer da América Latina.
Como funciona a terapia genética?
A terapia genética contra o câncer, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, a Faculdade de Medicina da USP e o Hemocentro, utiliza o sistema imunológico do paciente para atacar as células cancerígenas. Inicialmente, o foco será em dois tipos de câncer: leucemias e linfomas de células B. Dois novos núcleos de terapia celular – um em São Paulo (Nucel) e outro em Ribeirão Preto (Nutera) – serão responsáveis pela produção dessas células modificadas geneticamente.
Resultados e expectativas
O tratamento já foi testado com sucesso em outros países e apresenta resultados promissores. No Brasil, sete pacientes já foram tratados em fase inicial, e a expectativa é atender até 300 pacientes por ano. Estudos clínicos em três hospitais (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo, Ribeirão Preto e Unicamp) estão em andamento para expandir o acesso ao tratamento pelo SUS. A meta é que a terapia esteja disponível rotineiramente pelo SUS em 2023.
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O tratamento é indicado para pacientes que não responderam a terapias convencionais, como quimioterapia e radioterapia. Embora inicialmente focado em leucemias e linfomas, a expectativa é que essa terapia se torne uma opção para outros tipos de câncer no futuro, oferecendo uma alternativa menos agressiva e com alto potencial de cura.


