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Programa estadual oferece treinamento para deficientes

Supervisora Marinalva Cruz conversou com a CBN Ribeirão
treinamento para deficientes
Supervisora Marinalva Cruz conversou com a CBN Ribeirão

Supervisora Marinalva Cruz conversou com a CBN Ribeirão

Desde 1995, o programa estadual de apoio à pessoa com deficiência tem se dedicado a promover a inclusão de indivíduos com deficiência física, auditiva, intelectual e múltiplas no mercado de trabalho. Dados do governo do estado de São Paulo indicam a abertura de 21 mil novas oportunidades de trabalho apenas em 2013, com destaque para os setores de serviços, indústria e construção civil.

A Evolução da Inclusão no Mercado de Trabalho

Marinalva Cruz, supervisora do programa, destaca o crescimento do número de pessoas com deficiência inseridas no mercado de trabalho desde a criação do programa. Em 1995, foram apenas 88 inclusões, enquanto até novembro de 2013, esse número ultrapassou 830. Esse aumento reflete uma maior conscientização da sociedade e uma fiscalização mais rigorosa por parte do Ministério do Trabalho.

Desafios Persistentes na Inclusão

Apesar dos avanços, a supervisora aponta que a falta de qualificação profissional não é o principal obstáculo. As maiores dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência são as barreiras arquitetônicas (falta de acessibilidade física e de comunicação) e as barreiras atitudinais, como o preconceito e a discriminação.

O Papel das Empresas e a Lei de Cotas

A Lei de Cotas (8.213/91) estabelece que empresas com mais de 100 funcionários devem reservar um percentual de vagas para pessoas com deficiência. No entanto, muitas empresas alegam dificuldades em encontrar candidatos qualificados ou justificam a não contratação devido à alta demanda no mercado de trabalho. O programa oferece apoio tanto às pessoas com deficiência (a partir de 16 anos) quanto às empresas, orientando sobre como contratar e lidar com esses profissionais, além de promover adaptações necessárias nos ambientes de trabalho.

É fundamental reconhecer que a inclusão de pessoas com deficiência é um investimento, não um custo, e que a igualdade de oportunidades e tratamento é um direito, não um privilégio.

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