Tenente Diogo Araújo conversou com a CBN Ribeirão
O estado de São Paulo acaba de lançar um programa abrangente de destinação e combate ao tráfico de animais silvestres, visando fortalecer a conservação da fauna e intensificar as ações de educação ambiental, recepção e destinação adequada dos animais apreendidos.
Aumento nas Apreensões e a Atuação da Polícia Militar Ambiental
Nos 52 municípios da região de Ribeirão Preto, a Polícia Militar Ambiental registrou um aumento significativo no número de apreensões de animais silvestres e selvagens. Os números saltaram de 1.936 em 2012 para 2.740 no ano corrente. Esse aumento é atribuído à intensificação da fiscalização e ao aumento das denúncias por parte da população. As aves, em especial o canário da terra e o papa-capim, figuram entre os animais mais frequentemente capturados.
Motivações por Trás do Tráfico e a Importância da Conscientização
De acordo com o tenente Diogo Araújo, da Polícia Militar Ambiental, a captura de animais silvestres, incluindo aves e mamíferos como a paca e a cutia, está intrinsecamente ligada ao comércio ilegal e ao tráfico de animais. Embora muitas ocorrências envolvam a posse irregular de pássaros em residências, o combate ao tráfico é uma prioridade. O tenente ressalta que, mesmo que a posse irregular decorra do desconhecimento, a Polícia Ambiental age de forma rigorosa contra o tráfico, pois a demanda por animais alimenta a atividade criminosa. A conscientização da população sobre os riscos e as penalidades é fundamental.
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Penalidades e Ações da Polícia Ambiental
As penalidades para crimes relacionados ao tráfico de animais variam desde autos de infração administrativa, com multas que podem ir de R$ 500 a R$ 50 milhões, dependendo da quantidade de animais e do seu status de conservação, até processos criminais. A Polícia Militar Ambiental atua tanto no atendimento de denúncias quanto no patrulhamento preventivo, abordando situações como a posse de aves sem anilha ou a presença de animais em gaiolas expostas. Os animais apreendidos passam por avaliação veterinária para determinar se estão aptos a retornar ao seu habitat natural ou se necessitam de cuidados em centros especializados.
Educação Ambiental como Ferramenta de Combate
A Polícia Militar Ambiental também investe em educação ambiental, por meio do programa Beija-Flor, que leva policiais treinados às escolas para instruir crianças sobre a importância da preservação da fauna. Acreditam que educar desde cedo é crucial para mudar comportamentos e reduzir o problema do tráfico de animais no futuro.
Com o lançamento deste novo programa, espera-se otimizar a destinação dos animais apreendidos e aprimorar as estratégias de combate ao tráfico, com a possibilidade de entrega voluntária dos animais e a definição de critérios técnicos para o seu retorno à natureza. As novas diretrizes já estão em vigor, aguardando a publicação da documentação oficial para plena aplicação na fiscalização.



